31 de dez de 2006

hora da virada

Último dia do ano e como sempre o que mais se fala é de fazer um balanço do ano que está terminando e traçar os objetivos do ano que se inicia.
Olhando para trás foi um ano muito difícil para mim. Porém tudo que me aconteceu foi bom. Cresci muito como pessoa. Rompi meu limite por diversas vezes e me surpreendi com a minha própria capacidade. Meu avô dizia que “a melhor professora que existe é a vida, porém a que te cobra mais caro”, e realmente ela me ensinou muito este ano, e me cobrou um preço muito alto. Porém até o acontecimento que mais me fez sofrer também foi algo muito bom. A morte de minha mãe foi um presente. Com certeza se ela estivesse aqui hoje estaria numa condição muito triste. Eu tenho a convicção de que eu estaria sofrendo muito mais com isso do que com a saudade que tenho dela.
Os quatro últimos meses eu passei tentando me redescobrir. Tipo renascendo mesmo. Aprendendo a cuidar de mim. Descobrindo o que eu queria. Experimentei alguns sentimentos novos e vivi novas experiências.
Eu passei um tempo de minha vida em que quando pensava no futuro não conseguia ver nada, como se toda ela fosse ser como o momento que eu tava vivendo. Mas agora, neste último dia do ano, eu tenho muitos objetivos a serem alcançados, muitos planos e muitos sonhos. Vou fazer com que 2007 seja um grande ano na minha vida. Será, com certeza, uma vida renovada. Sei que existirão os bons e maus momentos. Haverá sorrisos, lágrimas, felicidade, dor, enfim, tudo que faz parte da vida. E eu chegarei no final dele bem melhor do que sou e estou agora.
Só tenho o que agradecer. Agradecer por ter tido forças de passar por tudo que passei. Agradecer pela recuperação do meu irmão. Agradecer por tê-lo na minha vida e ser meu melhor amigo. Agradecer pela cunhada e sobrinha maravilhosa que tenho e que estiveram sempre ao meu lado. Camilinha é minha grande alegria de viver. Agradecer todos os amigos que ganhei este ano e todas as amizades que se fortaleceram, se aprofundaram. Agradecer toda a força, carinho e paciência que esses amigos me deram e tiveram por mim. Com certeza teria sido muito mais difícil sem eles.
Amanhã quando eu acordar sei que não sentirei nenhuma mudança a minha volta, mas dentro de mim eu saberei que é um novo momento.

Desejo à todos muita saúde principalmente, que é um dos maiores tesouros. Todo o resto vem por acréscimo, depende de cada um de nós. Porque mesmo os momentos difíceis, depende de como queremos vivê-lo, do que permitimos que ele faça conosco. Que nunca falte um amigo em suas vidas, para ajudá-los a passar por esses momentos difíceis e vibrar com vocês nos momentos de alegria e realizações. E que nunca nos esqueçamos de fazer algo no nosso dia-a-dia para melhorar o nosso tão injusto mundo, para que mais pessoas possam ter um mínimo de dignidade.

Que venha 2007!!!!!

"Se eu pudesse deixar algum presente a você,
deixaria aceso o sentimento de amar
a vida dos seres humanos.
A consciência de aprender tudo
o que foi ensinado pelo tempo a fora.
Lembraria os erros que foram cometidos
para que não mais se repetissem.
A capacidade de escolher novos rumos.
Deixaria para você, se pudesse,
o respeito àquilo que é indispensável:
Além do pão, o trabalho. Além do trabalho, a ação.
E, quando tudo mais faltasse, um segredo:
O de buscar no interior de si mesmo
a resposta e a força para encontrar a saída.“
(Mahatma Gandhi)

15 de dez de 2006

um dia de fúria

Muitas vezes me lembro de uma lição que minha mãe me ensinou e que repetiu algumas vezes. Hoje estou pensando sobre isso: “a diferença entre ser boa e ser boba”.
De repente você para e percebe que algo está errado, que limites estão sendo ultrapassados e que talvez para evitar se aborrecer, se magoar, você vai levando.
Hoje meu dia começou muito bem, mas ao chegar ao trabalho, uma coisa aconteceu e acendeu a luz vermelha. Nada muito sério, mas muito repetitivo e me dei conta do quanto isso anda me desgastando. Mudei totalmente minha postura, nada de sorrisos, de paciência. E é engraçado como fez efeito. Alguns comportamentos mudaram.
A partir de como eu estava, ou melhor, estou me sentindo, e aí enumero uma porção de sentimentos, pois estou puta da vida, estou aborrecida, estou triste, estou decepcionada etc etc, variando entre a vontade de mandar um a merda em alto e bom som e chorar.
O que aconteceu é que a primeira coisa que aconteceu foi um estopim inicial e desencadeou uma série de outras coisas. A partir daí comecei a pensar no que tem acontecido e que eu estou “levando”.
Uma amiga me diz: “não fica assim, procura pensar em outra coisa, hoje é sexta-feira, amanhã pode dormir até tarde, ir passear...” E eu respondo a ela: “não quero esquecer, quando isso acontece é necessário parar e encarar, descobrir tudo que está incomodando, que precisa ser mudado e tentar fazê-lo, porque se deixarmos de lado, se ignoramos, logo logo volta a incomodar.”
Sendo assim, é hora de parar, analisar uma série de coisinhas, ver tudo que precisava ser mudado para continuar em frente. Todas as providências que precisam ser tomadas para tentar evitar que certas coisas te aborreçam, entristeçam ou magoem. Não posso mudar a forma de ser das pessoas, eu sei. Mas posso me proteger melhor, procurar inclusive, a medida correta para alguns relacionamentos. Algumas coisas sei que nunca vou conseguir mudar em mim, até porque mesmo que elas, as vezes, me façam sofrer, eu gosto de ser como sou em vários aspectos. E sem falsa modéstia, acho que a outra pessoa, na maioria das vezes, e quem sai perdendo.
Outro dia conversava com alguém e falamos de sensibilidade. A pessoa me disse que eu sou muito sensível e por isso fácil de ser magoada. Disse também que eu procuro por pessoas mais sensíveis e não encontro, então me decepciono. Lembro que até comentei que às vezes me sinto como se tivesse nascido na época errada. Será?
Pensei muito nisso. Sou mesmo muito sensível e acho bom ser assim, não quero endurecer nem me fechar no egoísmo. Gosto de pensar no outro, de agradar o outro, de me preocupar com o outro. Nem todas as pessoas do meu círculo de relacionamento são assim, mas há alguns, e isso é bom. Quanto aos que não são, às vezes fazem eu me sentir desse jeito que estou hoje, mas passa. Vou mudando algumas coisas, me readaptando as situações e a vida continua.

Eu não poderia deixar de fazer um comentário. Toda vez que me lembro disso que minha mãe falava, lembro de outra coisa que minha avó falava: "quem muito se abaixa mostra a bunda!!!" .
Eita sabedoria!! Coisa de mineira

5 de dez de 2006

papai noel existe

Vou começar falando de algo que gosto muito: o Natal!!
Muita gente diz não gostar por ser uma época muito triste, mas nunca vi assim. Gosto de tudo que envolve o Natal. A arrumação da casa, as compras dos presentes, os cartões e mensagens, os trabalhos sociais (que claro não devem ser somente nesta época), adoooro Papai Noel, aaaamooo assistir filmes de natal (tenho um montão), sempre releio um livro que tenho com contos de natal, gosto de ver a decoração espalhada pela cidade, de brincar de amigo oculto, de cozinhar, de comer todas aquelas gostosuras, muita rabanada (ah como eu gosto de rabanadas, quando me levanto no dia seguinte a primeira coisa que faço, antes mesmo de ir ao banheiro, é comer uma rabanada), enfim, gosto de tudo!!!
Ontem fui pegar as coisas para decorar meu apartamento para o Natal. Este ano foi diferente ao mexer em tudo aquilo, pois como é o primeiro natal que meus pais não estão mais comigo, pensando nisso, viajei através de diversos Natais, principalmente os da minha infância. E existe um fato muito marcante para mim, que foi quando e disseram que Papai Noel não existia.
Eu tinha 7 anos, e quem me contou foi o irmão mais velho de um amiguinho meu, aliás, ele foi mais do que meu amiguinho, foi meu primeiro namorado. Lembro que meu amigo brigou com o irmão por ter me contado isto. Eu não tive um grande choque, na verdade fiquei pensativa sobre o assunto. Não questionei ninguém sobre isso, mas decidi que nesse ano eu iria confirmar tal fato.
Eu e meu irmão sempre arrumávamos um lugar onde Papai Noel deixaria nosso presente. Na véspera sempre íamos durmir cedo, para que Papai Noel passasse logo, pois ele não deveria ser visto. Nessa noite, depois que minha mãe nos colocou na cama, eu fiquei quietinha fingindo que dormia. Estava decidida a esperar por ele.
Eu morava numa casa de dois andares, e quando descíamos os degraus, a partir de uma parte da escada, começávamos a ver a sala. Num determinado ponto, a parede se abria, seguindo reta, e vinha o corrimão da escada, para baixo, onde aliás eu adorava deslizar. Deu para entender?
Quando vi que a luz do quarto dos meus pais havia sido apagada, esperei mais um pouquinho, me levantei bem devagar e fui andando na ponta dos pés para não fazer barulho.
Ao chegar na parte da escada onde podia ver a sala, e de onde eu pretendia fazer plantão para esperar para ver se Papai Noel viria, olhei para a janela, daquelas grandes, de madeira, e vi um pedaço de pano vermelho saindo por uma fresta. Juro que eu vi!! Era ele que acabara de passar e deixado nossos presentes. Ele existia!!! E ninguém poderia me convencer do contrário. Eu havia visto.
Depois de todos esses anos, eu ainda sou capaz de afirmar o que eu vi, a imagem é nítida em minhas lembranças, nunca se desfez e eu adoro me lembrar disso. E se alguém me perguntar se eu acredito em Papai Noel, vou responde sem piscar: sim, eu acredito!!!!

A foto é do primeiro namorado. Não formamos um casal muito fofo??