22 de mai de 2007

Hoje eu estava lendo um texto do Roberto Shinyashiki, de quem não sou muito fã, mas que coloca umas coisas de forma bem coerente. Nesse texto algo me chamou a atenção.

"Hoje, como as pessoas não conseguem nem ser nem ter, o objetivo de vida se tornou parecer. As pessoas parecem que sabem, parece que fazem, parece que acreditam." 

Uma grande verdade!!! E uma coisa me me incomoda muito. Não só me incomoda, mas de certa forma me atingi, porque eu estou longe de ser assim e parece que as pessoas não conseguem entender, conviver com pessoas fora desse padrão.
Quando eu tinha uns 18 anos, um amigo me disse uma coisa que eu nunca esqueci, mas que dificilmente eu consegui por em prática. Ele me disse:"Você mesmo dá as armas para as pessoas lhe atingir, lhe magoar, porque você é sincera demais, transparente demais." Eu sempre soube disso, mas sempre pensei:"eu sou assim, acho certo ser assim e gosto de ser assim e vou pagar o preço por isso, mas terei minha conciência sempre tranquila". Sempre aconteceu isso, de eu ser sincera, de confiar total e incondicionalmente nas pessoas e descobrir que não tinha retorno. Sempre tentei entender isso, respeitando a forma de ser do outro, que eu não podia exigir que fossem como eu. Se existe uma coisa que ninguém jamais poderá me acusar é de falta de sinceridade. Uma outra coisa que não consigo entender nas pessoas é o fato de terem prazer em fazer o que sabe que o outro não gosta, mas isso é outro assunto.
Porém algo está me incomodando terrivelmente. Eu sempre falei aqui de coisas pessoais que estava passando. Há quase dois meses que venho passando uma série de experiências e sempre que sentei aqui para falar de alguma dessas coisas, eu titubiei, me perguntei se deveria. Não estou gostando disso.
Sou como sou, cheia de defeitos, mas com qualidades também. Não consigo disfarçar. Tou triste, tou, tou feliz, tou, tou puta da vida, tou... Não me incomodo em mudar de idéia 5 minutos depois, se eu achar que estava errada, só com medo do que as pessoas vão pensar. De lutar por algo que quero e acredito. Gosto de ruminar as coisas até entendê-las. Sempre tenho reação quando alguém me cutuca, sim. Engraçado é que as pessoas gostam de falar o que querem , gostam de provocar, mas nem sempre aguentam o resultado. Mas enfim, cada um é cada um, e o importante é respeitar o outro como é. Tentar entender o outro é algo fundamental, assim como sabermos até onde nós mesmos temos culpa na reação do outro.

5 comentários:

  1. Lu, é isso aí, temos de ser transparentes e sinceros sim, podemos levar muita bofetada na cara, mas vale a pena. Você é linda como é, não mude, não deixe de ser você nunca, porque você já é uma marca registrada no meu coração. O dia que eu encontrar uma Luci que não tem variação no humor, que não questiona mais as coisas da vida, esta não será a amiga verdadeira que me orgulho de ter. Quem não te admira é porque não sabe ver as coisas belas da vida.
    Te adoro muitooooooooooo.

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  2. ganhei o dia com essa massagem no ego :P
    obrigada querido, tb te adoro!!

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  3. Concordo com o Gilson em gênero, número e grau!!!! :0)

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  4. Concordo com o Gilson em gênero, número e grau!!!! :0)

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  5. Odia que a gente nao questionar as coisa e sinal que estamos apaticos para a vida. Com certeza vc nao se encaixa nesse tipo de pessoas,Eu acho que vc esta certa quanto mais a gente se questiona ,mais respostas encontramos.
    Um beijao

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