30 de jan de 2007

chegando em buenos aires

Quem convive comigo sabe o quanto sou desligada nas pequenas coisas. Meu médico (santo jair) me disse uma vez que como eu tinha muitas coisas importantes para me preocupar, meu cérebro deixava as pequenas de lado, não sei não... acho que é defeito de fábrica mesmo.
Nessa viagem não podia ser diferente. Dez dias antes dela foi que me lembrei de passar meu cartão de crédito para internacional. Claro que não recebi a senha a tempo para poder sacar dinheiro lá. Providenciei então um valor para levar pro dia-a-dia e o resto pagaria com o cartão. Ah, mas para isso é necessário levar o cartão, certo? meia hora antes de embarcar meu cérebro acordou e me lembrou que eu não havia colocado o cartão na carteira. "Não é possível! eu não fiz isso" Fui olhar e vi que era verdade. Meu irmão correu ao caixa eletrônico para sacar mais dinheiro prá mim. Por que meu irmão sacou e não eu mesmo com o meu cartão do banco? Não me perguntem... Minha cunhada então declara: "leve um cartão meu!" E ela pega um onde só tem o primeiro e último nome dela. Temos o mesmo sobrenome (adotou o do meu irmão). Ela é Lucia e eu Luci, ou seja, apenas um "a" fazendo a diferença. Eu não acredito que isso esteja acontecendo.
O Vôo atrasou apenas 50 min. e foi tranquilo.
O Hotel - Quando estive na agência vendo a viagem e quanto me custaria, o rapaz usou um hotel médio para fazer a simulação e eu escolheria depois. Guardei o nome e depois no escritório procurei na net e o encontrei, me pareceu simpático. Agora me perguntem se eu li algo sobre ele. Vendo isso em horário de trabalho, o tempo foi passando e eu não pesquisei outros, ficou aquele mesmo. Aahh vocês acham que tinha alguém para carregar minha bagagem? Não, não tinha. O quarto era simpático e atendia minhas necessidades. Estava com sede e fui em busca de água. Mas onde está o frigobar? Não encontro. Embaixo da pia haviam 3 portas, duas delas, armários vazios e a do meio não abre de jeito nenhum. Desci e perguntei ao rapaz da recepção onde ficava o bar. Resposta: "não temos bar nem restaurante" E lá fui eu para a rua a procura de água.
No dia seguinte descobri através de outros brasileiros com quem fiz amizade, que a porta que não abria era a geladeira. De volta ao quarto, depois de umas 5 tentativas, conseguir abrí-la e claro, para fechar tb tinha que dar uma bela porrada na porta.
Estou em Buenos Aires!!
Ah! Usei o cartão de crédito da minha cunhada e mesmo conferindo o documento de identidade ninguém se deu conta da diferença do nome.

10 de jan de 2007

seria um mosaico

Eu tenho tido vontade de escrever e vou deixando para depois, mas de hoje não pode passar certas coisas...
Quem lia meu blog anterior sabe que eu não tenho medo de falar do que sinto. Então vou falar do meu Natal.
Este foi o Natal da saudade...
Uns dias antes da data oficial eu já me via envolvida numa grande saudade. Tudo me dava saudades. E eu chorava... Eu até arrumei a casa com enfeites de Natal, que sempre gostei. Porém um domingo antes tirei tudo porque só faziam aumentar minha saudade, minha dor. As compras no supermercado só trouxeram saudades... o panetone... os bombons sonho de valsa... as nozes... o bacalhau gomes de sá... só saudades...
Decidi que passaria meu Natal sozinha, ou melhor, acompanhada de minha saudade. Não atendi o telefone por 3 dias, não queria falar disso nem ouvir as pessoas falando de como seria difícil o meu Natal. Queria ficar quietinha, eu e minha saudade.
Sofri demais com a morte do Ayrton Senna. Quem lia meu blog sabe que foi com ele que aprendi o significado da palavra saudade...
Aaahhh mas eu não sabia nada de saudade até perder minha mãe.
Mãe, te amo eternamente! Como você faz falta....

Desculpem, mas depois de escrever isso, não vou falar de mais nada... o resto fica prá depois mesmo...