29 de mar de 2007

é preciso mudar


Impressionante a dificuldade que encontramos em mudar, em aceitar mudanças em nossa vida. Você vem pensando sobre isso, dá um passo para frente, dois pra trás e vai empurrando com a barriga. Vai do euforismo a pasmaceira num estalar de dedos. Parte dessa dificuldade vem, que muitas vezes para mudar, precisamos nos desapegar de coisas que gostamos ou simplesmente estamos habituados a elas. Na maioria das vezes o fato de não aceitarmos e enfrentarmos a mudança no momento devido, vai nos trazendo um certo desconforto que pode se transformar até em tristeza, passando outros estágios entre um e outro sentimento. Aí acontece uma coisinha aqui, outra ali, até que num momento quando você menos espera dá aquele “click” e você sabe que é a hora, ou vai ou racha, não dá mais pra continuar como está, é a hora de mudar. Junta todas as coisinhas que você já vinha pensando, todas as conclusões que já vinha tirando e parte pra pular aquele limite que está a sua frente.
Eu estava aqui pensando sobre isso e me dei conta de algo que é uma “curiosidade” na minha vida. Quando comento com alguém sobre isso, geralmente não levam muito a sério, mas é algo concreto para mim, apesar de às vezes me esquecer disso. Há “muitos alguns” anos eu percebi, fazendo uma análise geral, que minha vida sempre passava por uma grande mudança de 4 em 4 anos. Não é exatamente no dia do meu aniversário, certo? Uns meses antes, uns meses depois. E aí me dei conta que fiz 48 anos, ou seja, fechei mais 4 anos...
Vou exemplificar. Na época dos 44 anos foi quando a doença de minha mãe começou a se manifestar e foi piorando ao longo dos anos, e minha vida mudou muito devido a isso. Entre os 44 e 48 eu passei os problemas de saúde com ela, com meu pai e com meu irmão, e tudo terminou junto. Em final de agosto eu me vi diante de uma nova vida. Às vésperas dos 48.
Confesso que pra mim foi tudo muito estranho. Precisava me redescobrir, saber quem eu era, o que eu queria, do que eu gostava etc etc. Os últimos meses foram bem atípicos na minha vida. Eu meio que tatiei por diversas experiências, sentimentos, vontades, sonhos... Fui do céu ao fundo do poço diversas vezes. Quando achava que estava com o controle de tudo eu retrocedia de um momento pra outro que ficava tonta , sem saber o que estava acontecendo. Passava dias sem fazer praticamente nada do que queria ou precisava fazer e de repente saía querendo fazer tudo de uma vez só. Nos últimos 15 dias algumas coisas foram mudando, tive vontade e consegui fazer coisas que eu não fazia há meses. Coisas que gosto. Por outro lado coisas que eu gostava e vinha fazendo começaram a se perder.
Chegou o momento limite, agora sei disso. Não dá mais para adiar. É respirar fundo e atravessar essa linha, deixar pra trás velhas coisas e me abrir a novas. Reformular atitudes e sentimentos. Guardar algumas coisas no fundo do baú, adquirir novas e renovar as que vão permanecer.
O que me reservam os próximos quatro anos?






17 de mar de 2007

kiko se foi.. :(

Para quem não sabe, Kiko era meu peixe beta. Um lindo peixe azul que ficava num pequeno aquário com pedrinha azuis. Era meu único companheiro em casa. Para quem eu dava bom dia e boa noite. Quem ouvia meus resmungos e via minha alegria. Era com ele que eu conversava e contava meus segredos. Hoje de manhã quando acordei ele havia ido embora. Vou sentir muita falta do meu amiguinho. :'(

10 de mar de 2007

comemorando a vida

Terça-feira é dia de aniversário. Já falei aqui que eu estava desanimada. Porém ontem eu resolvi comemorá-lo. Não, nada de festas ou reuniões, resolvi fazer uma comemoração particular. Como não sabia se hoje, sábado, viria alguém aqui ou não, fiz isso ontem. Primeiro: o que comer? Camarão ao Catupiry! O que beber? Depois de consultar um amigo que entende do assunto, ficou decidido que um champagne escoltaria o camarão: Drappier Brut.

Cheguei em casa, coloquei o champagne na geladeira e fui preparar o prato. Um aparte aqui. Você também gosta de camarão com catupiry? então um detalhe que faz a diferença: não misture o catupiry ao camarão na panela. Pegue um pirex, forra o fundo com uma camada de catupiry, despeja o molho em cima, cubra com o restante do catupiry e leve ao forno. :)

Enquanto o camarão estava no forno em fogo baixo, acendi um incenso de lavanda, acendi algumas velas e coloquei um CD que gravei com algumas músicas preferidas. Ah o banho.. daqueles bem gostosos e relaxantes. Uma roupa leve e confortável e fomos a festa!!

Uma noite quase perfeita!



um diálogo profundo...










quando eu estava na minha fase negra e uma outra pessoa também passava por uma não muito boa, tivemos uns maus momentos... aí tudo clareou e voltou ao normal.

- tou muito feliz por termos voltado as boas!

- a gente tava nas ruins?

- :P

8 de mar de 2007

dia da mulher???

Eu não concordo com certas datas comemorativas e uma delas é o Dia Internacional da Mulher. Acredito que as mulheres precisam bem mais de atitudes a favor delas do que discursos hipócritas, flores e bombons. Vejo homens parabenizando e presenteando quando na realidade não dão nenhum valor as mulheres que estão na sua vida, seja profissional ou pessoal. O respeito e carinho devem ser demonstrados a elas no dia-a-dia. Não vou falar das qualidades das mulheres~, todos estamos cansados de saber. Hoje resolvi fazer diferente. Estou agradecendo aos homens da minha vida por fazerem parte dela. Tenho alguns homens muito importantes no meu dia-a-dia. Homens que me respeitam, que cuidam de mim, que brigam comigo quando eu mereço ou até preciso ser chamada a atenção (as vezes sem merecer tb), que me dão carinho quando estou carente, que me aturam, principalmente na TPM, que têm paciência comigo quando estou insuportável, que dizem: "eu estou aqui para quando você precisar", que consertam coisas na minha casa, que me ensinam coisas que não sei, que me fazem companhia quando preciso, enfim, que me amam, do jeito deles, do jeito que sabem amar, mas o importante é que sei que sou amada. A vocês, hoje, meu muito obrigada.
Eu não poderia deixar de lembrar da grande mulher que tive na minha vida, sem ela, eu não seria o que sou :)

2 de mar de 2007

borocochô

Nos últimos dias, desde sábado para ser mais precisa, que eu estou borocochô. De início comecei a repensar alguns comportamentos que tenho tido e que preciso mudar. Depois comecei a ficar com minha auto-estima em baixa. Muitos amigos do orkut questionaram a foto que coloquei no meu perfil: a Fiona do Shrek, mas era assim que tava, ou melhor, ainda estou me sentindo: uma ogra. Com o passar dos dias tudo foi piorando, cada vez mais questionamentos, mais críticas. Tanta coisa que eu quero e preciso fazer e que vou adiando. A princípio esse sentimento pode parecer ruim, mas não é. Acredito que precisamos, de vez enquando, em algum momento, nos questionar, analisar nossa vida, nosso comportamento, nosso sentimento e tentar mudar para sermos melhor, para termos uma vida melhor. Tenho certeza que no final o resultado será positivo.
Uma amiga me disse hoje que estou "reflexiva" :) Eu andei brincando que devia ser meu inferno astral. :P
Hoje à noite conversando com minha professora de pilates, a Fernanda, comecei a falar disso e de repente eu me dei conta de algumas coisas. A primeira é que sempre faço um barulho enorme por causa do meu aniversário. Começo a falar dele um mes antes, não deixo ninguém esquecer. Adoro aniversário. Eu até lembro de ter falado para umas duas pessoas sobre o niver, mas depois parei. Me vi totalmente desanimada pela primeira vez. Nessa conversa com a Fernanda, ao observar meu desãnimo, me dei conta de que é meu primeiro aniversário sem minha mãe. Será que é isso no meu sub conciente que me deixou assim? Por outro lado me dei conta também que não tenho o melhor remédio para quando me sinto assim como estou: colo de mãe! Sempre que estava triste, prá baixo, "reflexiva", eu gostava de deitar no colo dela e ela me fazia cafuné. Não necessariamente precisávamos conversar. Era um momento mágico onde eu carregava minhas baterias.