29 de nov de 2008

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Estou muito triste. Sei que para alguns pode parecer exagero ou besteira. mas é assim que me sinto em relação ao que está acontecendo em Santa Catarina. Sei que não é a primeira vez que esse tipo de coisa acontece, mas talvez por eu estar num momento diferente da minha vida, esse episódio tem me tocado muito.
Não acredito muito em coincid~encia, mas o fato é que antes disso tudo eu passei alguns dias assistindo alguns filmes que mexiam com a emoção. Comentei isso com uma amiga. Disse que as vezes precisávamos ter contato com certas coisas para valorizarmos mais a outras. para não esquecermos de algumas coisas e não deixar nosso coração endurecer.
Tenho me emocionado muito, chorado muito assistindo cenas, depoimentos.. Apesar de tanta coisa triste o que mais mexe comigo é ver a força que as pessoas buscam diante da tragédia. De ver que o que aconteceu com ela é pouco perto do que aconteceu a outras pessoas. Ver a disposição de se doar.
Não vou ficar citando exemplos do que me tocou porque esse post ficaria uma imensidade, já que grande ele vai ficar.
Há coisas ruins que acontecem e que na realidade se tornam boas. Vou explicar. Elas dão ao ser humano, a oportunidade de escolher. Você olha simplesmente, acha chato e continua a sua vida como se nada tivesse acontecido. Afinal, o que se pode fazer, não é? Ou então você busca uma forma de fazer a sua parte, nem que seja uma simples oração por essas pessoas, ou agradecer porque você não tem o que reclamar de sua vida diante de tudo isso.
Invejo as pessoas que estão lá ajudando. Adoraria poder estar com eles.
A Ana Maria Braga leu uma mensagem em seu programa que dizia muito do que penso. Também recebi um mail de diversas pessoas sobre o assunto. Vou postar os dois aqui.
Sim, são grandes, mas acho que pode valer a pena parar um pouco e lê-los. Deixe tocar seu coração. Não se incomode de se emocionar, de parar para pensar...
Os textos diz tudo que eu gostaria de escrever.
Eu tenho muito orgulho de ser brasileira!
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A Natureza revidou
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As alterações climáticas vieram como um alerta vermelho piscante..
E a beleza estonteante de Santa Catarina se converte em lágrimas; Desabrigados, refugiados, mortos...
O cenário lembra uma guerra
E não era na Indonésia, nem no Afeganistão.
Gente de terras tupiniquins, que fala a mesma língua e pisa no mesmo solo ... e que não poderia supor que a desgraça fosse tão palpável e que, do dia para a noite, pudesse perder a própria identidade
Aí você olha pro controle remoto, pensa na cama quentinha, no cheirinho de comida vinda do fogão, aquele copo de água geladinha em cima da pia, carro novo na garagem... e seu ar falta por um instante.
Seu pensamento não consegue afastar essa idéia: ‘ E se fosse com minha família?’
No meio do caos, aparece a esperança para iluminar as atitudes de uma nação.
E o povo brasileiro se reúne com a mais pura intenção de ajudar ao próximo
Como uma criança que vê seu irmão caído no chão, e se abaixa, mesmo sem forças, para tentar levantá-la, a população faz verdadeiros mutirões para arrecadar fundos e enviar às vítimas da enchente que abalou Santa Catarina.
Comerciantes fazem rateio entre os clientes.
Condomínios mobilizam moradores
Escolas enviam comunicados.
E assim, o país inteiro levanta do sofá pra tentar reerguer uma cidade.
A comoção nacional fez com que cada brasileiro tomasse uma atitude.
E transformasse a impotência em solidariedade, às vésperas do Natal Aproveite que seu coração está sensível ... olhe pro lado ao invés de achar que o mundo gira em torno do seu umbigo Talvez seja essa a lição que as catástrofes nos ensinem
Que é possível dar as mãos para tentar reverter uma situação ... sentir a dor do outro e fazer alguma coisa para ajudá-lo ... e ver como é comovente uma nação se unindo em prol de uma causa. Só precisamos afastar a cegueira que nos impede de enxergar isso DIARIAMENTE, E abraçarmos as causas... antes que seja tarde demais!
(Cinthia Dalpino)
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Hoje 27 de novembro de 2008 o sol saiu e conseguimos voltar atrabalhar. A despeito de brincadeiras e comentários espirituososnormais sobre esta "folga forçada" a verdade é que nunca me senti tãofeliz de voltar ao trabalho. Não somente pelo trabalho, pelainstituição e pela própria tranqüilidade de ter aonde ganhar o pão,mas também por ser um sinal de que a vida está voltando ao normal aquina nossa Itajaí.
As fotos que circulam na internet e os telejornais já nos dão asimagens claras de tudo que aconteceu então não vou me estendernarrando e descrevendo as cenas vistas nestes dias. Todos vocês jásabem de cor. Eu quero mesmo é falar sobre lições aprendidas.

Por mais que teorias e leituras mil nos falem sobre isso ainda ésurpreendente presenciar como uma tragédia desse porte pode fazeraflorar no ser humano os sentimentos mais nobres e os seus instintosmais primitivos. As cenas e situações vividas neste final de semanaprolongado em Itajaí nos fizeram chorar de alegria, raiva, tristeza eimpotência. Fizeram-nos perder a fé no ser humano num segundo, pararecupera-la no seguinte. Fez-nos ver que sempre alguém se aproveitaráda desgraça alheia, mas que também é mais fácil começar de novo quandotodos se dão as mãos.

Que aquela entidade superior que cada um acredita (Deus, Alá, Buda,GADU etc.) e da forma que cada um a concebe tenha piedade daqueles:

- Que se aproveitaram a situação para fazer saques em Supermercados,levando principalmente bebidas e cigarros
- Que saquearam uma farmácia levando medicamentos controlados,equipamentos e cofres e destruindo os produtos de primeira necessidadeque ficaram assim como a estrutura física da mesma.
- Que pediam 5 reais por um litro de água mineral.
- Que chegaram a pedir 150 reais por um botijão de gás.
- Que foram pedir donativos de água e alimentos nas áreas secas pravender nas áreas alagadas.
- Que foram comer e pegar roupas nos centros de triagem mesmo nãotendo suas casas atingidas.
- Que esperaram as pessoas saírem das suas casas para roubarem o que restava.
- Que fizeram pessoas dormir em telhados e lajes com frio e fome paranão ter suas casas saqueadas.
- Que não sentiram preocupação por ninguém, algo está errado em seu coração.
- Que simplesmente fizeram de conta que nada acontecia, por estarem emáreas secas.

Da mesma forma, que essa mesma entidade superior abençoe:

- Aqueles que atenderam ao chamado das rádios e se apresentaram nodomingo no quartel dos bombeiros para ajudar de qualquer forma.
- Os bombeiros que tiveram paciência com a gente no quartel para nosinstruir e nos orientar nas atividades que devíamos desenvolver.
- A turma das lanchas, os donos das lanchinhas de pescarias de fim desemana que rapidamente trouxeram seus barquinhos nas suas carretas efizeram tanta diferença.
- À equipe da lancha, gente sensacional que parecia que nosconhecíamos de toda uma vida.
- Aos soldados do exército do Paraná e do Rio Grande do Sul.
- Aos bravos gaúchos, tantas vezes vitimas de nossas brincadeiras quetrouxeram caminhões e caminhões de mantimentos.
- Aos cadetes da Academia da Polícia Militar que ainda em formação seportaram com veteranos.
- Aos Bombeiros e Policias locais que resgataram, cuidaram ,orientaram e auxiliaram de todas as formas, muitas vezes com as suaspróprias casas embaixo das águas.
- Aos Médicos Voluntários.
- Às enfermeiras Voluntárias.
- Aos bombeiros do Paraná que trabalharam ombro a ombro com os nossos.
- Aos Helicópteros da Aeronáutica e Exercito que fizeram os resgatesnos locais de difícil acesso.
- Aos incansáveis do SAMU e das ambulâncias em geral, que não tiveramtempo nem pra respirar.
- Ao pessoal do Helicóptero da Polícia Militar de São Paulo, quemostrou que longo é o braço da solidariedade.
- Ao pessoal das rádios que manteve a população informada e manteve aesperança de quem estava isolado em casa.
- Aos estudantes que emprestaram seus físicos para carregar edescarregar caminhões nos centros de triagem.
- Às pessoas que cozinharam para milhares de estranhos.
- Ao empresário que não se identificou e entregou mais de mil marmitexno centro de triagem.
- A todos que doaram nem que seja uma peça de roupa.
- A todos que serviram nem que seja um copo de água a quem precisou.
- A todos que oraram por todos.
- Ao Brasil todo, que chorou nossos mortos e nossas perdas.
- Aos novos amigos que fiz no centro de triagem, na segunda-feira.
- A todos aqueles que me ligaram preocupados com a gente.
- A todos aqueles que ainda se preocupam por alguém.
- A todos aqueles que fizeram algo, mas eu não soube ou esqueci.

Há alguns anos, numa grande enchente na Argentina um anônimo escreveu isto:

COMEÇAR DE NOVO

Eu tinha medo da escuridão
Até que as noites se fizeram longas e sem luz
Eu não resistia ao frio facilmente
Até passar a noite molhado numa laje
Eu tinha medo dos mortos
Até ter que dormir num cemitério
Eu tinha rejeição por quem era de Buenos Aires
Até que me deram abrigo e alimento
Eu tinha aversão a Judeus
Até darem remédios aos meus filhos
Eu adorava exibir a minha nova jaqueta
Até dar ela a um garoto com hipotermia
Eu escolhia cuidadosamente a minha comida
Até que tive fome
Eu desconfiava da pele escura
Até que um braço forte me tirou da água
Eu achava que tinha visto muita coisa
Até ver meu povo perambulando sem rumo pelas ruas
Eu não gostava do cachorro do meu vizinho
Até naquela noite eu o ouvir ganir até se afogar
Eu não lembrava os idosos
Até participar dos resgates
Eu não sabia cozinhar
Até ter na minha frente uma panela com arroz e crianças com fome
Eu achava que a minha casa era mais importante que as outras
Até ver todas cobertas pelas águas
Eu tinha orgulho do meu nome e sobrenome
Até a gente se tornar todos seres anônimos
Eu não ouvia rádio
Até ser ela que manteve a minha energia
Eu criticava a bagunça dos estudantes
Até que eles, às centenas, me estenderam suas mãos solidárias
Eu tinha segurança absoluta de como seriam meus próximos anos
Agora nem tanto
Eu vivia numa comunidade com uma classe política
Mas agora espero que a correnteza tenha levado embora
Eu não lembrava o nome de todos os estados
Agora guardo cada um no coração
Eu não tinha boa memória
Talvez por isso eu não lembre de todo mundo
Mas terei mesmo assim o que me resta de vida para agradecer a todos
Eu não te conhecia
Agora você é meu irmão
Tínhamos um rio
Agora somos parte dele
É de manhã, já saiu o sol e não faz tanto frio
Graças a Deus
Vamos começar de novo.

Anônimo


É hora de recomeçar, e talvez seja hora de recomeçar não sómaterialmente. Talvez seja uma boa oportunidade de renascer, de sereinventar e de crescer como ser humano.
Pelo menos é a minha hora, acredito.

Que Deus abençoe a todos.

19 de out de 2008

Estou com minha sensibilidade a flor da pele.
Tudo que leio sobre os piscianos, fala sobre nossa sensibilidade. É verdade...
Uma vez uma pessoa que gosto muito, mas nem sei o quanto gosta de mim, se é que gosta, disse que eu tenho uma sensibilidade 10 vezes maior que um ser humano normal.
Sim, quando se trata de sentimentos, tudo é muito intenso em mim. Tanto o que é bom quanto o que é ruim.
Sei que muitos se assustam com isso, não estão acostumados. Além de sentir, eu sou bem verdadeira em falar disso. Porém a maioria não está acostumada a ouvir isso e se assustam, e tiram conclusões e assim vai... então tento me segurar, mas isso não me agrada.
Já notaram como se deseja muita coisa mas se assusta quando se depara com elas?
No fundo a maioria das pessoas é hipócrita...
Queria continuar falando sobre isso, mas estou muito cansada.
Cansada de sentir, cansada de ser. Viver, sentir, dói.

“Cada coisa tem um instante em que ela é. Quero apossar-me do ‘é’ da coisa. Esses instantes que descorrem no ar que respiro: em fogos de artifícios, eles espocam mudos no espaço. Quero possuir os átomos do tempo. E quero capturar o presente que pela sua própria natureza me é interdito: o presente me foge, a atualidade me escapa, a atualidade sou eu sempre no já.
...
Ainda tenho medo de me afastar da lógica porque caio no instintivo e no direto, e no futuro: a invenção do hoje é o meu único meio de instaurar o futuro.
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Liberdade? É o meu último refúgio, forcei-me à liberdade e aguento-a não como um dom mas com heroísmo: sou heroicamente livre.
...
Luto por conquistar mais profundamente a minha liberdade de sensações e pensamentos, sem nenhum sentido utilitário: sou sozinha, eu e minha liberdade.
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Sou um coração batendo no mundo.”

(Água Viva – Clarice Lispector)

Quando eu morrer, quero ser cremada com esse livro entre minhas mãos e seus sentimentos em meu coração.

11 de out de 2008

amizade....

Outro dia eu estava conversando com pessoas sobre como certas palavras perderam sua força e significado. A principal, na minha opinião, é "amizade".
Hoje as pessoas se referem a todos como amigos. Sejam pessoas do trabalho, da faculdade, colégio, da banca de jornal... enfim... todo mundo é amigo! Não existe mais colegas, conhecidos e afins.

E continuo a discordar de quem tem trocentos amigos. Não, ninguém tem trocentos amigos.

Amigo é algo que se conquista, que há identificação, que vai crescendo e se firmando. Amizade é mais difícil, e costuma ser mais duradouro e sincero que amor. Com amigos costumamos ser mais sinceros e abertos. Falamos sem ter medo, pelo menos deveria ser assim.

Uma das melhores amigas que tive ( sim, tive porque ela faleceu) e que mais amei, era quem tinha a coragem de me dizer o que eu não gostaria de ouvir. Porém, ela dizia com o mesmo tom de voz que dizia que me amava. O nome dela era Helena. Eu a amei demais e sinto muito sua falta, principalmente nos meus piores momentos. Muitas vezes ela me disse coisas que sabia eu iria reclipar, mas que depois, analisando, daria toda razão a ela e agradeceria por ela ter tido a coragem de me dizer e me ajudar.

O problema não é O QUE se diz, mas COMO se diz.

Bem, mas voltando.... eu me considero uma pessoa muito feliz porque sei que tenho amigos.
Hoje fui encontrar com amigas de 40 anos!! Uma delas está morando na Bahia. Mas não importa quantas vezes no ano nos encontramos ou quantas vezes nos falamos. O importante é que sabemos do amor de uma pela outra e que podemos contar com a outra quando precisármos.
Esta é a Helena. Qualquer hora vou escrever um post só sobre ela.

Estas são Silvinha e Fatima. Mulheres porretas!!!

25 de set de 2008

oie

Tenho me divertido lendo os comentários no post anterior :D Eu não preciso vir ao blog prá ler os comentários, eu recebo por e-mail. Não, não fiquei rica, não estou na Europa (infelizmente), não troquei vocês por caixinhas. Porém tenho mesmo trabalhado muito. Estou trabalhando em 70 caixinhas que tenho que mandar prá Manaus. E tenho feito a pior parte: lixar! Ninguém merece. Olha aí a fotinha das minhas companheiras
Alguém quer vir ajudar? :P

Novidades sem ser trabalho? Huummm vejamos....
Outro dia fiz meu papel de tia e levei Camila prá tarde de autógrafos da talita Rebouças. Ela e amigas adorammm. Enquanto elas se divertiam na livraria, a tia aqui se sentou no Devassa (nome sugestivo, não?) e ficou tomando chopinho e comendo pastéis enquanto lia. Com direito a foto.

Estava terminando de ler um livro que me decepcionou.. :( Sabe aquele livro que vc vai lendo e gostando e que o final é uma tristeza perto do que poderia ser? Foi isso. O livro é "O Guardião de Memórias".

A dieta? vai bem obrigada! Faça direitinho durante o dia e acabo com ela a noite :D Mas cheguei a conclusão que não vai ter jeito, tenho que voltar a fazer exercícios. Como a esteira que tenho em casa só serve de peça de decoração, na segunda-feira começo a fazer hidroginástica. Pelo menos assim espero.

Vocês acreditam que fez 1 ano que parei de trabalhar fora? Pois é, o tempo tá mesmo passando rápido e temos que aproveitá-lo ao máximo. Posso dizer que foi o melhor ano que tive nos últimos anos. Graças a Deus tudo no lugar, tudo tranquilinho, adorando o que estou vivendo, e com planos para fazer mais.

Ontem eu fui me encontrar com uma amiga. Conheço a Waléria há quase 3 anos, nos conhecemos no Orkut e ela mora em Manaus. Está no Rio a trabalho e ontem nos conhecemos pessoalmente. Foi bão demais da conta!! Ela é um docinho de pessoa e foi uma noite muito legal.

Falando em Manaus... Não lembro se já contei aqui (minha mamória está cada vez pior), mas irmão trocou de emprego novamente (3 vezes em 1 ano), para melhor claro, e agora está trabalhando sempre fora do Rio. Já esteve em duas cidades de São Paulo e agora, daqui uns 15 dias, vai para Manaus onde trabalhará por 1 ano. Virá ao Rio apenas 1 vez por mes e ficará 5 dias cada vez que vier. Bem, vai rolar muita saudade, mas será muito bom prá ele profissionalmente. Acho que apesar da nossa saudade, será pior prá ele, porque acho que prá quem está fora de casa a situação fica mais complicada. Quem fica, bem ou mal, está no seu ambiente, tem sua casa, suas coisas a mão, os amigos... Mas tudo vai dar certo!!!

Bem, já contei bastante coisa e vou parar por aqui porque são 23:30 e eu ainda vou trabalhar até mais tarde. Prá fechar o post com chave de ouro, vou contar uma novidade. tenho tido divresas encomendas prá diversos estados, mas hoje o "Artes da Luci" recebeu sua primeira encomenda internacional \o/\o/\o/ Farei caixinhas prá um aniversário no Canadá!! Tamos chique de doer, hem?

Bejus prá todos e prometo não sumir por muito tempo. :) Bom final de semana, com muita paz e alegrias!

8 de set de 2008

é a vida e é bonita é bonita é bonita

Todos os dias quando ligo o pc, a primeira coisa que faço é ler as notícias. Muitas vezes fico desanimada com as coisas que leio. Muita coisa ruim... acidentes, mortes, roubos, falcatruas... quem saiu com quem, qual atriz deixou aparecer a calcinha... enfim...
Porém, as vezes, encontro notícias que me fazem ganhar o dia e foi o que aconteceu hoje. A reportagem é muito grande, mas vale a pena ler. Espero que vocês se emocionem e comecem bem a semana.

"Há no mundo cerca de 30 casos documentados de mulheres com a síndrome que deram à luz. Uma delas é Maria Gabriela, mulher de Fábio e mãe da pequena Valentina.
Tio, a barriga da Gabriela está dando socos. ”Foi assim, no meio de um bate-papo inocente, que o estudante Fábio Marchete de Moraes, de 28 anos, deixou escapar que ele e a mulher brincavam de “examinar” o ventre dela. Fábio não imaginava que as pancadinhas partiam de uma criança em gestação. Maria Gabriela Andrade Demate, a dona da barriga, também de 28 anos, não fazia idéia de que estava grávida. Embora estivessem juntos havia três anos, dividindo o mesmo teto e a mesma cama, Fábio e Gabriela acreditavam que o sexo entre eles fosse proibido. Seus pais nunca tinham dito, de maneira explícita, que permitiam esse tipo de intimidade. Gabriela tem síndrome de Down. Fábio é deficiente intelectual.
Foi por desconfiar do abdome saliente de Gabriela que o amigo de Fábio procurou a mãe da jovem. “Os dois vêm a minha choperia quase todos os dias e me chamam de tio”, diz Vlademir Cypriano. “Eles me contam coisas que não falam para mais ninguém.” Um teste de farmácia, comprado às pressas, não foi suficiente para eliminar a suspeita. “Mesmo vendo as duas listrinhas do exame, não acreditava que a minha filha estivesse grávida”, afirma Laurinda Ferreira de Andrade. “Levei Gabriela a três ginecologistas e nenhum deu certeza de que ela pudesse ter um bebê. Percebi que estava ficando mais gordinha. Mas achei que fosse por comer demais”. A gestação avançada, descoberta aos seis meses, gerou pânico e encheu a família de dúvidas. Até o nascimento prematuro de Valentina, transcorreram cerca de 60 dias. “Foram os mais longos da minha vida”, diz Laurinda. “Minha filha não tinha feito o pré-natal desde o início, como é recomendado. Por causa da síndrome de Down, ela poderia ter problemas cardíacos. A gravidez era de risco”.
Apesar de o processo de inclusão dos deficientes na sociedade estar distante da perfeição, Gabriela representa uma geração que tem desbravado caminhos. Quando ela nasceu, em 1980, não era comum avistar crianças Downs nos arredores de Socorro – município paulista de 33 mil habitantes fincado na divisa com Minas Gerais, onde Gabriela cresceu – nem pelas ruas de grande parte das cidades brasileiras. “Na hora do parto, perguntei ao médico: ‘Doutor, a minha filha é perfeita?’”, diz Laurinda. “Ele me respondeu: ‘O que é ser perfeita? É ter braços? Pernas? Então ela é perfeita’”.
Embora desconfiassem do diagnóstico, nenhum profissional do hospital revelou à família a deficiência de Gabriela. Afirmaram apenas que ela tinha algum “problema genético”. Ao deixar a maternidade, Laurinda procurou ajuda. “Foi um choque descobrir que a minha filha era Down. O médico me contou da pior forma possível. Disse que ela ia ter um monte de doenças, ter problemas cardíacos e ia morrer. Até que uma amiga me alertou que eu teria de escolher entre fechá-la dentro de casa ou abri-la para o mundo. Vesti a Gabriela com a melhor roupa e saí.”
A desinformação – que em parte se deve aos próprios profissionais de saúde – perpetua um mito que a ciência já derrubou. É raro, mas mulheres Downs podem engravidar. “No mundo todo, há apenas cerca de 30 casos documentados de mulheres Downs que tiveram filhos”, diz Siegfried M. Pueschel, geneticista do Rhode Island Hospital, nos Estados Unidos, um dos maiores estudiosos da síndrome.
Os homens são quase sempre estéreis. Na literatura médica, há só três casos descritos de pais Downs. Com as mulheres é diferente. “Um terço delas é fértil. Um terço ovula irregularmente. E um terço não ovula”, afirma o geneticista Juan Llerena Junior, do Instituto Fernandes Figueira, uma unidade da Fiocruz. “Hoje, os jovens que têm a síndrome estão mais expostos à vida social e ao sexo. Muitos deles trabalham, têm amigos, saem para se divertir. Antes não era assim. Eles ficavam mais reclusos”, diz Pueschel.
A postura positiva de Laurinda, mãe de Gabriela, foi determinante no desenvolvimento da filha. Gabriela deu os primeiros passos sozinha aos 2 anos e 8 meses. Na infância, tinha medo de água e de andar de bicicleta. Afogava-se na piscina, mas pulava de novo até aprender a nadar. Ao andar de bicicleta, caía. Ralava as pernas. Subia de volta e pedalava. Apesar dos hematomas que ganhava nas aulas de judô, lutou para chegar à quarta faixa. Gabriela resistiu aos golpes – e revidou –, a ponto de pendurar uma medalha no peito. Dançou balé. Foi rainha de bateria de escola de samba e tocou tamborim numa ala dominada por homens. Gabriela fica indignada por não dirigir. “Se todo mundo pode, por que eu não posso?”, diz. Em Socorro, cidade do interior paulista onde vive, ela é mais popular que o prefeito. Todo mundo conhece um pouco de sua história.

Gabriela cresceu longe do pai, aprendendo com a mãe e os dois irmãos a não se conformar. “Um deficiente não rende se for poupado. Teria sido mais confortável ser uma mãe superprotetora. Mas eu decidi criar minha filha para o mundo”, afirma Laurinda. Até se descobrir grávida, Gabriela não parava quieta. Fazia aulas de equitação e treinava musculação. Foi na adolescência que ela começou a demonstrar interesse por meninos. Teve permissão para namorar. Para a mãe, um relacionamento estável e às vistas da família poderia afastá-la de eventuais aproveitadores.
O primeiro eleito de Gabriela foi Eric, um colega Down da Apae. O namoro correu bem durante anos. Até que Fábio, um amigo de infância que voltou a freqüentar a instituição, embaralhou a cabeça dela. Gabriela o paquerou. Ele resistiu. Gabriela insistiu. Fábio cedeu. Durante dois meses, Gabriela levou os dois namorados em banho-maria. O triângulo amoroso terminou quando Laurinda exigiu que a filha tomasse uma decisão. A opção dela por Fábio fez Eric virar uma fera. Os dois rapazes chegaram a se pegar numa festa de aniversário. Fábio ainda sente ciúme quando Gabriela encontra antigos colegas da Apae. Eric faz cara feia quando cruza o rival.
Em pouco tempo, Fábio e Gabriela estariam morando juntos. Não foi nada cuidadosamente planejado. O casal tinha dois quartos montados. Um na casa da mãe dele, a oficial de Justiça Benedita Aparecida Marchete, no centro de Socorro. Outro no sítio de Laurinda. Os 5 quilômetros que separavam as duas residências se mostraram distantes demais para os namorados. “Gabriela trouxe suas coisas aos poucos”, diz Benedita. “Um dia vinha dormir em minha casa e deixava algumas peças de roupa para trás. No dia seguinte, trazia mais. Ela foi ficando”.
As famílias de Fábio e Gabriela acharam prudente não separar o casal. Laurinda foi criticada. Mexeriqueiros da cidade comentavam que ela havia “largado” a filha. Alheios ao que os outros diziam, Fábio e Gabriela se tornavam mais e mais cúmplices. Ela faz questão de cuidar da saúde dele. Fica brava se a sogra tenta se antecipar e dar o anticonvulsivo diário para o filho. É Gabriela quem escolhe as roupas, faz a barba e lava os cabelos negros de Fábio. Ele não deixa por menos. Os 4 graus de hipermetropia fizeram Gabriela tão dependente de óculos que ela não os tirava do rosto nem para dormir – e não permitia que ninguém tivesse essa liberdade. Fábio contornou a mania. Todas as noites, espera Gabriela pegar no sono para tirar os óculos de seu rosto e soltar seus cabelos longos, lisos e loiros. Só depois ele adormece.
A chegada de Valentina, hoje com 5 meses, mudou a rotina de toda a família de Gabriela. O tio Frederico, estudante de Artes Cênicas na mineira Ouro Preto, visita Socorro com mais freqüência. Outro tio, Júnior, um dentista cheio de pacientes nas redondezas, costuma abrir espaço na agenda para zelar pela sobrinha. A avó Laurinda passou a viver com a neta. Deixou para trás um confortável sítio para morar a 70 metros da casa da filha e do genro. Tudo para que Valentina cresça junto dos pais. Apesar de viverem com a mãe dele, Gabriela e Fábio não passam um dia longe da menina. Sob a supervisão da avó Laurinda, Gabriela dá mamadeira, troca fraldas, brinca e cuida de Valentina. Fábio não costuma pegar a filha no colo porque ainda tem receio de derrubá-la. No bolso, carrega todo orgulhoso um celular com a foto de Valentina. “Ela vai aprender a chamar o meu nome”, diz.
Fábio nasceu de cesariana. Dois dias depois, começou a apresentar problemas respiratórios. Passou uma semana na incubadora. “O neuropediatra disse que ele deve ter tido uma queda abrupta de açúcar ou cálcio. Como não conseguia respirar, o lado esquerdo do cérebro foi afetado”, afirma Benedita. Fábio começou a andar depois dos 2 anos. Tem problemas motores e na fala. Sua dificuldade com as palavras (somada ao descaso de uma funcionária do cartório de Socorro) atrasou quase três meses o registro do nascimento de Valentina. Fábio não conseguia pronunciar seu endereço e o nome completo da menina: Valentina Andrade Demate e Marchete Moraes. O caso precisou parar na Justiça para que Valentina tivesse o nome do pai e da mãe na certidão. Como Fábio não sabe escrever, Gabriela assinou o documento.
Valentina não tem síndrome de Down. Segundo Laurinda, os médicos também descartaram a hipótese de a menina ter herdado as características de Fábio, já que a deficiência dele não teria origem genética. “A probabilidade de uma mulher Down gerar um filho com a síndrome é de 50%”, diz o pediatra Zan Mustacchi, responsável pelo Departamento de Genética Clínica do Hospital Infantil Darcy Vargas, em São Paulo. Pelo menos metade dos embriões Downs não chega a nascer. Terminam em abortos espontâneos.
Estima-se que sul-americanas têm, em média, um bebê Down para cada 600 nascidos vivos. Grande parte do risco está relacionada à idade materna e é maior no início e no final da vida reprodutiva. “Sempre se falou sobre a ‘culpa’ da mulher. Hoje, sabemos que em 20% dos indivíduos Downs o material cromossômico a mais veio do pai, não da mãe”, diz Mustacchi.
Esclarecer os mitos sobre a síndrome traz benefícios à sociedade. Há cinco décadas, os Downs raramente chegavam à idade adulta. Problemas cardíacos congênitos que afetam quase metade deles e não eram diagnosticados, aliados à baixa imunidade não tratada, antecipavam-lhes a morte. Fatores como assistência médica mais eficaz e específica e maior inserção social contribuíram para que a expectativa de vida saltasse para 56 anos, em média. No Brasil, pelo menos 300 mil crianças, adolescentes e adultos têm a síndrome. Mais de 5 mil bebês Down nascem no país a cada ano."

5 de set de 2008

para quem gosta de automobilismo...

... uma ótima notícia e um bom motivo prá fazer a malas e ir á Inglaterra: um museu fantástico!!!

Essa é a foto da entrada onde está meu amado Senna :)


placa dos 10 anos sem senna....


placa do capacete de senna e fangio...



o carro da volta perfeita em 1993...
vc não lembra que volta é essa????
Senna largou em 4º, caiu pra 5º na primeira curva, e já na primeira volta estava lá, em primeiro, passando por Andretti, Wendrigler, Schumacher, Hill, e Prost. Mesmo possuindo um motor com 100 cavalos a menos que o Renault V10 da Williams de Prost. Foi criada uma placa, no local, em homenagem ao brasileiro, como “a melhor primeira volta da história”.
então reveja e aproveite.....
e o que os outros acharam disso ?
aqui a reportagem completa sobre o novo museu. há dois links prá fotos.

28 de ago de 2008

Enquanto escrevo estou bebendo vinho e comendo pipoca hahahaha Conheço algumas pessoas que teriam um troço com essa harmonização :D
As pessoas que acompanham desde que comecei a escrever no outro blog, se lembram dessa foto
Para quem não sabe, a foto é de quando meu irmão operou a coluna depois de 3 anos se tratando. Pois então... hoje faz dois anos que isso aconteceu...
No dia que ele operou, fazia 1 mes e 18 dias que nossa mãe havia morrido. Nosso pai morreu no dia seguinte a cirurgia dele (amanhã faz 2 anos) e ele estava sem trabalhar a 3 anos. Foi um tempo bem difícil. Quem acompanhou sabe bem.
Mas hoje tudo está bem diferente. Depois de 1 ano que ele voltou a trabalhar, já está no terceiro emprego e sempre melhorando. Está fazendo faculdade e daqui um ano se formará em tecnólogo na área dele. Os problemas acabaram e estão bem longe.
Eu posso dizer que estou muito feliz de vê-lo seguindo sua vida e crescendo como pessoa e profissional. Tenho muito orgulho. Todos nós estamos num momento de paz, de felicidade, de crescimento.
Silvano é meu único irmão e meu melhor amigo. Tenho muito orgulho dele e de tê-lo em minha vida. Quando minha mãe estava grávida, eu tinha 3 anos e dizia que queria um irmãozinho que "fizesse xixi comprido" hahahaha E Deus me deu esse irmão-amigo maravilhoso.
Quando pequeno primeiro me chamava de Dadá. Foi ele que criou o Cizinha, que é o apelido que mais gosto e que poucos usam prá me chamar.
Sil, sei que vc lê aqui embora nunca tenha comentado. Quero que você saiba que te amo demais. Você é a pessoa que mais amo hoje. Você é a pessoa mais importante da minha vida. Você me deu minha princesa, sua filha e minha sobrinha Camila que amo como a uma filha. Não sei o que teria sido de mim sem você nos momentos mais difíceis. Obrigada por tudo!
Olha nóis aí em dois tempos hehehehehehe

encerrando o período olímpico

Nos comentários do post anterior, as amigas Ursa e Flávia me "cobram" novos posts. Confesso que não tenho escrito por pura preguiça. O que não faltou foi assunto sobre as Olimpíadas, mas vou fazer só alguns comentários prá encerrar o tema.

Não posso deixar de falar do futebol masculino. Sabemos que existe a rivalidade com a Argentina, assim como já houve com Cuba no volei, como há no Rio a rivalidade do Mengão com Vasco e assim vai. Nunca pensei em dizer isso, mas parabéns aos argentinos. Perder lutando é uma coisa, mas perder daquela forma é vergonhoso. Não admito ver o que vimos. O futebol masculino tem muito que aprender com as meninas que lutaram até o fim. Que a prata valeu ouro. Aquelas que não jogam no exterior, voltam ao Brasil e estão desempregadas, ao contrário dos "homens" com seus salários fabulosos. Prá mim foi o pior momento das Olimpíadas. Aliás, só prá ilustrar, eu parei de assistir o jogo qdo a Argentina fez o primeiro gol.

Ah que maravilha ver a vitória da Maurren \o/\o/. Depois de se machucar em uma Olimpíada e não participar da outra pelo problema de dopping, ela merecia isso. Como é bom ver a alegria de quem consegue.


E o que falar das meninas do volei? Fantástico!!! Zé Roberto de parabéns pelo trabalho que fez com elas.

Natália Falavigna com a primeira medalha do taekwondo \o/\o/
As mulheres brasileiras fizeram história nessas Olimpíadas. Ah e sem esquecer a vela.
Sobre o volei masculino, o que dizer? Acho q não fiquei decepcionada como a maioria. No início do segundo set eu já previa que iríamos perder. Primeiro acho bom perdermos para que não nos achemos invensíveis. Acho que isso foi bom pros meninos. Segundo, é nítido que o psicológico do time varia com o psicológico do Giba e isso não pode acontecer. Mas afinal, somos prata e precisamos parar com isso de que só ouro tem valor. Ganhar um bronze numa Olimpíada é muita coisa, assim como os quarto e quinto lugares. Veja o Tiago Pereira que foi quarto lugar em uma das modalidades da natação. Poxa, o quarto melhor do mundo!
Eu tenho uma visão um pouco diferente da maioria. Não vejo os resultados como sendo para um país, mas vejo a vitória de forma individual para os atletas. A luta de cada um deles para chegar onde chegaram. Muito dinheiro tem sido dado as confederações, mas e aos atletas? o atleta tem conta de luz para pagar. Enfim...
Parece que o Nuzman descobriu a pólvora. Disse que vai cuidar para que os atletas tenham acompanhamento psicológico. Que o psicólogo é tão importante quanto o técnico. Nossa! Como será que ele chegou a essa conclusão? :(

Quero deixar registrado que sou contra o Rio de Janeiro sediar as Olimpíadas de 2016.

17 de ago de 2008

Algumas modalidades do esporte são mais ingratas que outras. Em muitas delas você erra e tem a oportunidade de consertar. Porém em outras não tem jeito, é apenas uma chance. E aquilo que você treina por 4 anos, que você cansa de acertar, vem o erro no único momento que não devia vir. A ginástiaca olímpica é uma delas.
Vi muita gente errando, como a americana que caiu da trave e no solo e por conta disso a equipe americana perdeu o ouro por equipe. A chinesa ontem, a grande favorita no solo que também caiu, inclusive o mesmo erro na mesma parte do exercício que a Jade errou. Enfim, foram diversos momentos. Tento imaginar o que eles sentem quando isso acontece, mas sei que não consigo chegar perto.
Porém nenhum momento me doeu tanto como a queda sofrida por Diego Hipólito. Nem há muito o que dizer, só sentir.

Uma coisa que me incomoda é vê-los, como fez hoje o Diego, pedir desculpas aos brasileiros por não terem conseguido. Pedir desculpas por que? Nós não fazemos nada por eles. Assim como acho uma palhaçada o Mulla ligar pro Cesar Cielo na hora que ele recebeu a medalha. Ele devia, assim como a grande maioria dos políticos, se envergonhar por não dar estrutura prá eles e para os que gostariam de seguir algum esporte.
Vejam que o Eduardo dos Santos (aquele que ficou 10 anos na faixa marron do judô porque não tinha dinheiro prá fazer o teste prá faixa preta), que só pode ir à Olimpíada porque a Confederação não cobrou dele os R$1.500,00 de inscrição. Isso é um puta absurdo. Os atletas ainda têm que pagar para ir. Ninguém merece!
Bem, não posso deixar de falar do Phelps. O cara é enjoado hehehehe Mas até que ganhou pontinhos comigo depois que deu força pro Cielo antes da prova. Segundo Cielo ele disse: "Eu ganhei por um centésimo. E você? Vai ganhar ou perder por um centésimo? Vai lá e bate na parede." só faltou ele dizer: "vai e aproveita que eu não tou lá" hahahahahahaha
bjus e boa semana prá vocês! :)

15 de ago de 2008

é muito bom se emocionar...

Após a primeira semana de Olimpíadas, o que eu posso dizer é que foi uma semana de muitas emoções. O que mais fiz foi chorar. Chorei com as tristezas e chorei com as alegrias. Impossível não se emocionar.
Sabemos bem a dificuldade de quem pratica esporte no nosso país, mesmo o que tem, o que se chama de "paitrocínio". Os que precisam ir lá prá fora, ficar longe de seu país, da sua família e amigos. Aqueles que lutam prá conseguir pelo menos a passagem de ônibus prá poder ir treinar.
Vemos o Eduardo dos Santos, do judô, que ficou dos 14 aos 24 anos na faixa marron porque não tinha dinheiro prá fazer o teste prá faixa preta. Só a consegui em dezembro passado e agora participou dessas Olimpíadas. Perdeu. Chorou. E ainda se desculpa por não ter tido competência prá ganhar. Se preocupa em ter decepcionado seus pais que estavam aqui orgulhosos do filho.
Ah foram tantos os momentos até agora que se eu fosse falar de cada um deles esse post ficaria muito maior que aqueles imensos que as vezes escrevo.
Porém quero falar de dois momentos muito especiais. Primeiro das nossas ginastas que pela primeira vez se classificaram, por equipe, numa final de Olimpíadas. É como o Bial disse: Não ficamos em último (oitavo lugar entre oito). E sim, estamos entre as 8 melhores equipes do mundo. É aquela história do copo meio cheio ou meio vazio. Jade hoje está entre as 10 melhores do mundo. Isso é muita coisa prá uma menina que está em sua primeira Olimpíada. Que perdeu sua mãe ainda cedo. Que precisa ficar longe de sua família. Que precisa conviver com a dor e abrir mão de uma infância, adolescência e juventude normal.
A outra coisa é a grande vitória do Cielo na natação. Nossa primeira medalha de ouro na natação. Um menino de 21 anos que hoje pode dizer: "eu sou campeão olímpico". Ele chorou lá e eu chorei aqui e muuito! Só mesmo um brasileiro prá chorar assim no pódio. Só brasileiros prá quebrar o protocolo e fazer aqula farra que os nadadores fizeram com ele. Bão demais da conta!!!!!
E eu me sinto feliz por poder berrar aqui como fiz. Por poder chorar como chorei. Por vibrar como vibrei. Por poder ser uma pessoa capaz de me emocionar.
Parabéns a todos que se apresentaram até agora. Cada um é um vencedor.

10 de ago de 2008

em ritmo de olimpíadas



Vocês sabem que eu gosto muito da noite. Agora com as Olimpíadas de Pequim, com fuso de 11hs, já viram né? Peço encarecidamente aos que costumam me telefonar que não o façam na parte da manhã, porque Lucizinha está ligadérrima nos jogos madrugada a dentro.
Noite passada dormi por volta das 5 e as 9h já estava acordada para assistir as meninas da ginástica. Bem que eu pretendia voltar a dormir quando acabasse, mas era Dia dos Pais e irmãozinho, pai da família, convidou prá um camarão ao catupiry e eu não podia recusar hehehe
Quando voltei de lá, um boa soneca prá aguentar a noite. São 23:21. Estou aqui trabalhando e já assistindo a natação. E tem muita coisa prá assistir nessa noite. Prá vcs, bom sono!
Aaaaahhh e as meninas mesmo com as quedas na trave (como sofro com a queda de cada uma delas), conseguiram pela primeira vez se classificarem prá final por equipe \o/\o/\o/

5 de ago de 2008

aí vc fica 10 dias sem beber o vinho que tanto gosta, fica sem comer doces, chocolate (chocolate não tá na categoria doces, tá na categoria "coisas maravilhosas de comer"), sem aquele macarrão e pão francês quentinho e sobe na balança e vê que o ponteiro continua no mesmo lugar o que fazer?
fazer um espaguete com molho de tomates (natural, não o de caixinhas) com folhas de manjericão e queijo parmesão ralado (não os de pacotinho), abrir um vinho e de sobremesa dois bombons delicosos. ah e o principal: sem culpa!!!
aí vc fala com o médico e ele diz o mesmo que no último ano: " é a menopausa!"


aí vc faz o que?

3 de ago de 2008

As surpresas da semana ainda não haviam acabado. Ontem recebi uma ligação da Fatima, amiga há 39 anos e que mora na Bahia, me chamando prá almoçar \o/\o/ Só mesmo um convite desse prá me tirar de casa, de perto das caixas a pintar. Lá fomos nós, eu, ela, Cristina sua irmã e Yasmin sua sobrinha, almoçar no CADEG. Muitos bolinhos de bacalhau, cerveja gelada e principalmente ótimo papo. Aproveitei prá comprar uns vinhos e também um pão de linguiça dos deuses.
Claro que ao chegar em casa não tinha nenhuma condição de pintar nada. Então, um bom banho e caminha as 6 da tarde, para um gostoso cochilo. Acordei mais tarde a tempo de assistir o Criança Esperança e entrei Altas Horas a dentro.
Só nessas pouca coisas que escrevi, eu poderia me alongar em diversos assuntos: minha amizade de tantos anos com a Fátima, o Criança Esperança com tantas informações que nos toca e leva a pensar, Marília Pera e Tiago Soares no Altas Horas. Mas... com minha saída de ontem o trabalho está atrasado. Tirei uma parte da manhã para dar uma ajeitada na casa, que anda abandonada e vamos as caixinhas. Nem o convite do irmão para almoçar um escondidinho de carne seca, foi aceito. Mas valeu!! Foi bom demais estar com a Fafá muito querida e amada!!!
Bom domingo procês!

1 de ago de 2008

Sexta-feira... a semana foi muito corrida, trabalhosa, gratificante e com boas surpresas. Parei de trabalhar e estava de pó até a alma por ter passado a tarde lixando caixas (a pior parte do meu trabalho). Por outro lado a tarde foi muito gostosa porque a amigona Aline esteve aqui e papeamos, coisa que não fazíamos há algum tempo. Além do que ela me ajuda no meu trabalho e adiantou bastante coisa prá mim. Pensei em trabalhar até mais tarde, mas o corpo pediu socorro. Como trabalharei todo o final de semana, decidi dar um descanso merecido a ele e fui tomar um banho bem gostoso. Arrumei umas coisinhas prá beliscar, abri um vinho e vim pro pc me atualizar. Li e respondi mails, li blogs dos amigos e aqui estou escrevendo um pouco prá vcs.
Estou lendo um livro fantástico. Apesar de ainda estar na metade, não tenho receio de indicar a leitura. A Montanha e o Rio - de Da Chen. Quem quiser saber mais:
Com a reeducação virtual que estou fazendo, tem sobrado mais tempo. Toda tarde, tiro uns minutinhos para reler Clarice Lispector: A Descoberta do Mundo que é uma reunião de seus trabalhos publicados na imprensa de 1967 a 1973. Clarice mexe muito comigo, me leva a pensar, mesmo que o que eu leia não tenha a ver com o meu momento.
Também tenho assistido muitos filmes, uma das minha paixões. Pelo fato de trabalhar em casa, pertinho da TV, tenho assistido pelo menos 2 filmes por dia. Assisto a alguns novos, outros não tão novos mas pela primeira vez e outros assistindo pela quinta, sexta talvez décima vez (mas os que valem a pena).
Falando em filme, essa semana me entristeci lendo notícias de Liz Taylor, que está respirando por aparelhos, e Paul Newman, que está com câncer e em cadeiras de rodas... É, ninguém fica prá sempre né? Mas é triste vê-los indo embora.
Bem, o corpo está pedindo cama embora ainda seja 21:16h. Vou atendê-lo. Iremos, eu, meu vinho, meus petiscos e um filminho pro outro quarto dar uma boa relaxada que amanhã tem trabalho.
bjus e ótimo final de semana prá vcs!.

28 de jul de 2008

as mudanças continuam..

Sempre acreditei que precisamos estar em constante movimento, afinal estamos muito longe da perfeição e sabemos que vamos morrer sem alcançá-la.
O passo atual é minha relação com a internet. Chegou um momento de ajuste e utilizá-la melhor num tempo menor. Semana passada saí do orkut, o que já fiz outras vezes, mas por outros motivos. A internet vicia e eu tenho conseguido me livrar desse vício nos últimos meses. Lembro da época que ficava até 3, 4h da madrugada conversando no msn, passeando por comunidades do orkut. Hoje, raramente estou por aqui à noite. Os amigos do orkut, posso ter contato com eles fora de lá, seja pelo msn, fone ou mail. Eu trabalho ao lado do pc e confesso que acabo não resistindo e entrando toda hora. Vejo pelo e-mail que alguém deixou um recado e lá vou eu, só que não leio apenas o recado, acabo indo olhar comunidades e aí mais um tempinho gasto. Tem amigos que conversava muito pelo "depoimento", podemos continuar pelo e-mail.
Sei que algumas pessoas dirá que é só administrar isso, mas eu não consigo. Também dirá que não é tanto tempo assim. Só que internet não é só orkut. É também o blog de artes que preciso atualizar, esse blog, onde tenho vontade de escrever e acabo não fazendo, blogs dos amigos prá ler, e-mails recebidos para responder (recebo diversos mails por conta do blog de artes), conversar com amigos pelo msn e g talk, escrever mail para amigos, ler sites interessantes, enfim tem um montão de coisa e se você somar todo o tempo gasto, é muito. Então estou fazendo uma seleção, dando prioridades para aproveitar melhor meu tempo.
Um dos motivos de ter mais tempo fora da net, é meu trabalho. O volume de encomendas está aumentando, e hoje essa é minha fonte de renda. Outro motivo é uma porção de outras coisas que quero fazer e não tenho feito. Tiro fotos dos meus trabalhos e levo tempo prá postar, porque requer tempo para recortar as fotos, mudar resolução, colocar marca d'água... parece besteira, mas não é, isso requer um tempo. Preciso organizar as imagens que tenho em arquivos, aprender mais sobre programas que me são úteis, e isso falando de pc.
Quer ver? Final de semana passada fiz uma limpesa nas minhas fotos, acabei com os álbuns, selecionei as fotos que quero guardar e rasguei o resto. Com isso tenho uma caixa lotada de fotos que preciso scanear. Ah tem aquele armário a ser pintado, lembram dele? Quero fazer cursos, tenho que dar uma limpada no meu guarda-roupa (tem muita roupa prá ser dada, já que não mais trabalho fora e não preciso de tanta coisa. Tem peças que quero bordar para minha casa, presentes que quero fazer... Bem, a lista é grande.
Então os amigos que não viram a mensagem que mandei avisando que saí do orkut e lê aqui, está comunicado e explicado :) Se demorar responder mails, já sabem, o pc não mais ficará ligado o dia todo como antes.
Vamos continuar mantendo contato!
Boa semana prá todos :) Prometo agora aparecer mais.

17 de jul de 2008

qual o nome?




O aniversário de 25 anos de casados se chama Bodas de Prata. Qual o nome que se daria ao aniversário de 25 anos de saparados? Fiquei aqui pensando e não encontrei nada. Um amigo deu a sugestão de alforria de prata. O fato é que hoje comemoro 25 anos de separada, que é mais importante prá mim do que as bodas de prata que eu teria comemorado ano passado. A separação me levou por caminhos que foram importantes na minha vida e aconteceram coisas que não teriam acontecido se eu continuasse casada. Mesmo que não tivesse separado naquela época, com certeza teria separado depois. Foi uma situação que me fez sofrer muito, mas me lembro de um momento especial que resumiu a minha tristeza.
Quando minha amiga Mena foi casar-se, eu abri caixas do meu enxoval e dei-lhe algumas coisas que eu não havia usado. Enquanto eu mexia nas coisas comecei a chorar e talvez tenha sido a única vez que alguém me viu chorar por causa dessa separação. Ela me perguntou:"você ainda gosta dele?" e eu respondi que não. Ela então me perguntou porque eu estava chorando e eu disse: "estou chorando a morte de um sonho".
Sim, casar-me foi um grande sonho. Quando me perguntavam o que eu mais queria na minha vida eu sempre respondia: "casar e ter filhos". Claro que eu queria outras coisas, mas isso era o mais importante prá mim. Engraçado que muitas amigas queriam ter sua profissão, serem independentes, e eu realizei esse sonho delas e elas estão casadas com filhos :D. Porém uma coisa é clara prá mim, mesmo meu casamento não tendo dado certo, o dia do meu casamento foi um dia muito feliz!
No final de semana passado, eu fui mexer numa caixa onde guardo lembranças da minha vida e lá encontrei um caderno onde eu escrevi poemas, textos e coisas assim. Nossa, hoje acho tudo muito ruim, mas na época expressaram meus sentimentos. Nele encontrei algo que escrevi sobre o meu vestido de noiva. Eu vi um concurso que você deveria escrever sobre seu vestido inesquecível e eu escrevi, só não mandei. Como muitos de vocês sabem, minha mãe era costureira e fazia belíssimos vestidos de noiva, e claro que fez o meu. Porém acho que foi o vestido de noiva mais simples que ela fez, mas foi como eu queria.

Segue o que escrevi. Por favor, não é nenhum exemplo literário viu? nem vou fazer mudanças, vou transcrever da forma como escrevi em 1984.

"Meu Vestido Inesquecível

O tempo passava
E cada vez mais o dia se aproximava.
Eram convites a serem entregues
Os presentes que chegavam
A preparação da viagem
E no meio de tudo um tempinho para as provas do vestido.
Era um modelo simples de tule e renda
Mas com um ar majestoso
E que fazia com que eu me sentisse diferente.
Finalmente chegou o dia.
Coloquei a calcinha, as meias, os sapatos
E a grinalda com um longo véu.
Me enrolei numa toalha e fiquei ali sentada
A espera da hora de vestí-lo.
De vez enquando olhava prá ele
Pendurado na porta do guarda-roupa.
E foi numa dessas vezes que notei como era lindo
Não só pelo tecido ou feitio
Mas pela magia que o envolvia.
Ele representava a realização de um sonho.
Um momento maior.
Um momento de transição.
Pensei na vida até chegar a ele
E sonhei com a vida que viria depois dele.
Chegou a hora...
Ao vestí-lo senti como se estivesse vestindo aquele momento-vivo
Toda a importância daquele acontecimento
E me emocionei.
Hoje,
Apesar de toda magia ter se desfeito,
Apesar do motivo para o qual foi criado não mais existir,
Apesar do sonho ter acabado
Olho para o retrato e ao ver-me com ele
Vejo que nunca nenhum outro vestido me deixou tão bonita
E me fez tão feliz
Como aquele do dia do meu casamento
O meu vestido de noiva."


13 de jul de 2008

Antes de mais nada peço desculpas aos que têm vindo aqui e não encontram nada de novo. Confesso que quase todos os dias abro o blog e fico olhando prá tela sem saber o que escrever ou como escrever. Antes eu não estava escrevendo aqui, mas algumas vezes pegava o bloco e caneta e escrevia algo, mas agora nem isso tenho conseguido :( E isso tem me feito mal de certa forma. Tenho necessidade de colocar no papel algumas coisas que sinto, faz me sentir mais leve. Com isso tenho pensado mais que de costume. Bem, não é bem pensar, mas conversar mentalmente com alguém. Falo de como estou me sentindo ou do que estou sentindo. E tenho sentido muitas coisas ultimamente.
Tenho literalmente pensado na vida. No que ela foi, no que está sendo e no que poderá ser. Sobre o que já foi, estou tendo uma visão diferente de tudo, como que olhando de fora. Sobre o hoje, olho como estou depois de tudo ter se acalmado. Penso no que quero prá mim, se está do jeito que eu gostaria, o que posso melhorar, o que não posso e como conviver com isso. Minha forma de ver as coisas, de sentir, têm mudado muito e nessas minhas análises cheguei a conclusão que estou na crise dos 50 :) A palavra crise parece uma coisa ruim, mas eu vejo a palavra ligada a idade, como mudanças. Não tive a crise dos 40, não tive tempo prá isso, mas lembro que tive a dos 30. Muita coisa mudou em mim. E é interessante como isso ocorre naturalmente, sem que vc planeje. Aos 30 eu mudei muito como pessoa. Mudei a forma de ver a vida, os acontecimentos, as pessoas, os valores etc. Estou sentindo que isso está acontecendo novamente. Afinal completei 49 anos e isso quer dizer que estou vivendo meu quinqüagéssimo ano de vida. Ah e que digam meus hormônios... a menopausa.. os calores hahahaha Meus calores são noturnos e haja cobre e descobre. Pode estar frio que o ventilador de teto tem que estar ligado, por que em algum momento o calorão vem e descubro e preciso do ventinho dele :P
Porém uma coisa tem marcado muito: tenho me decepcionado demais com as pessoas, com seus valores de vida. Fico perplexa com certas coisas que fico sabendo ou vivo.
Esta semana fez dois anos que mamãe faleceu. O tempo tá correndo né? saudade saudade saudade. A ausência dela ainda dói, mas em momento algum eu desejei que ela estivesse aqui, não da forma como estava. Hoje eu estou bem, embora ainda tente resolver algumas coisas dentro de mim. Na verdade o que me deixou mais desnorteada, não foi propriamente a morte dela, pq isso eu já desejava que acontecesse. Foi tudo que passei antes disso, principalemnte nos dois últimos anos com ela. Foram muitas experiências difíceis prá mim. E na verdade elafoi morrendo em vida, o que acho mais difícil de viver. Quando ela finalmente se foi, só havia uma coisa dela conosco, o amor e carinho de uma mulher que se tornou uma criança. Do que eu sinto mais falta? De ser abraçada por ela. Ela adorava abraçar a gente. Tanto que quando encontro meu irmão, peço sempre que me abrace, pois sinto falta disso.
Um ótima semana prá todos que por aqui passarem. Será que anda passando alguém? :P

30 de jun de 2008

sobrevivi ao final de semana

No sábado fui até a Adega Ramos para comprar vinho e matar a saudade do delicioso bolinho de bacalhau que eles vendem num quiosque fora da loja. Comprei vinho pros próximos dois meses. Lá encontro vinhos de bom preço e que não tenho encontrado nos supermercados. Os mais caros eu apenas namorei... Quanto aos bolinhos de bacalhau que esperava ser meu almoço, foi uma decepção. Mais uma coisa, que para não aumentar o preço, baixam a qualidade. O tamanho diminuiu e a quantidade de batata aumentou. Uma pena!
Com isso ficou faltando o almoço e como já andava com vontade de ir a uma churrascaria, fomos a um rodízio. O sabor da carne de javali e do cordeiro ainda me acompanha, muito bom!!!
Camila veio aqui prá casa porque tínhamos um compromisso no dia seguinte. Ela ficou aqui no pc e eu adiantando uns trabalhos que preciso entregar essa semana. Até aí tudo bem.
Nos deitamos mais cedo. Camila como é boa de cama, ficou acordada por pouco tempo e eu fiquei assistindo o filme da Globo, que aliás foi ótimo! Por volta da 1 da manhã, quando o filme terminou, Camila acordou. Coisa que nunca havia acontecido, geralmente ela dorme direto. Ficamos assistindo o programa do Serginho Groisman, que gosto demais. Foi uma farra que prá vcs terem idéia, dançamos sentadas na cama ao som de Sidney Magal e Ivete Sangalo cantando Corazón Partío. hahaha foi muito divertido!!! E como a internet é rápida, o vídeo já está no youtube
http://br.youtube.com/watch?v=pW0ZiBGO7pY (carrega todo antes de assistir)
AAhh eu gosto de quase tudo que é música, cada uma tem seu momento. Não dá prá ouvir essa música sem ter vontade de dançar. De dar uma sacudidela hahahaha Aliás a música de abertura da novela A Favorita é outra que sempre paro prá dar uma dançada. Mexe comigo.
Mas vamos voltar ao assunto principal. Até aí tudo bem, né? Nada demais... mas a grande surpresa ainda estava por vir. :P
Fiquei de levar Camila prá assistir um show no clube aqui perto de casa. A banda: Forfun ! Well, o show começava as 17h. Fiz minhas contas e vi que no máximo umas 20h eu estaria de volta em casa. Doce ilusão.
Não vou entrar em detalhes, mas descobri que Tia Luci não tava preparada prá isso. Chegamos lá as 16:30 e saímos as 22:40. Ninguém me avisou que tinha 2 bandas antes e que na hora descobriu-se que eram 3. As meninas no gargarejo e tia Luci por perto tomando conta. O cara do clube até arrumou uma cadeira prá tia aqui. Detalhe: eu estava a 2 m das caixas de som. Definitivamente eu não consegui entender uma frase sequer de qualquer uma das músicas. Tinha uma bateria dentro do meu peito. E o pior, não estavam vendendo nada prá comer e minha última refeição tinha sido as 15h :( eu só sentia a pressão caindo...
Como eu não sabia da inclusão de mais uma banda, quando a terceira terminou eu cheguei perto das meninas e disse: acabou né? "Não tia, agora que vem o Forfun, botaram mais uma banda, essa que foi a Underline". Eu queria morrer!!!! Não sabia quanto mais eu aguentaria. Tudo que eu queria era minha casinha tranquila e silenciosa. Uma comidinha bem gostosa e um banho bem fresquinho.
Se alguém me dissesse que eu passaria por isso eu diria que estava louco. Mas lá estava eu. E apesar de tudo feliz porque via a alegria das meninas.
Chegar em casa foi a melhor sensação que tive nos últimos meses. Bendito silencio. Tive um dos melhores sonos dos últimos tempos. Hoje tou um bagaço. Nem sei como ainda consigo ouvir alguma coisa depois do trauma que meus ouvidos passaram.
Se vou a outro? É possível, basta a minha sobrinha predileta pedir. Só que no próximo já sei tudo que preciso levar: tampões de ouvidos, comidinha básica etc etc etc.
Eu teria muitas outras coisinhas prá contar sobre o show, mas o texto já tá grande demais né?
não consegui colocar fotos :(

20 de jun de 2008

oieeee ! ainda tem alguém por aqui?

Tá, sei que estou sumida e tenho levado puxões de orelha por conta disso. Confesso que é pura preguiça de escrever. Penso em vir, acabo escrevendo na minha cabeça enquanto trabalho e depois não venho passar prá ca´.
Hoje é sexta, dia de faxina lerê lerê lerê lerê... e eu tou aqui dando um bainho no apê, pois ele fica completamente abandonado a semana toda.
Tenho tido muito trabalho, o que me deixa muito feliz. Vocês não imaginam o prazer que tenho com meu trabalho. Dia dos Namorados quase me deixou doida. Na véspera ainda estava recebendo encomendas. Essa semana estive na loja, prá onde forneço peças e 90% das peças que eu fiz prá eles foi vendida. Também recebi a notícia que daqui um mes ela vai abrir outra loja no Barra Shopping e quer peças prá lá. Sem contar que já pediu peças pro Dia dos Pais.
Toda vez que eu preciso sair de manhã, deixo prá tomar meu café na padaria. Nada como um cafezinho com pão na chapa. E nem adianta fazer em casa que nunca fica igual. Mas venhamos e convenhamos, R$1,90 por isso é caaaro, não? Quanto custa o pãozinho que eles mesmo fazem? a manteiga? precisa cobrar R$1.00 por isso? Eita povinho ganancioso, viu? E ainda tem gente que acha caro as peças que faço. E na maior parte eu não cobro o preço que merece ser cobrado. Impressionante como as pessoas adoram artesanato, mas não valorizam. Acho que no meu caso, muita gente acha que pego a peça de madeira, passo uma mãozinha de tinta, colo uma imagem, envernizo e pronto. Nossa, isso está longe de ser a verdade. A maioria elogia muito o meu acabamento, mais não imagina que prá isso, tenho mais trabalho ainda. Mas enfim...
Em outra postagem minha eu falei que ía assistir o filme A Procura da Felicidade. Assisti e amei o filme. É com Will Smith e seu filho na vida real, Jaden. Eu havia lido sobre o filme e me interessado. Tentei pegar algumas vezes e não conseguir. Passou um tempo e agora quando peguei não lembrava mais sobre o que era e não li na caixinha. Foi muito legal assistir sem saber o que esperar. Tem vezes que minha péssima memória me proporciona coisas boas :D
Adoro assistir filmes baseados em estórias reais. Esse é um puta exemplo de vida, de coragem, de garra, de amor. Não vou escrever aqui sobre o que é o filme, assim não tiro a surpresa de quem quiser tê-la. Assistam e depois me contem.
Gilson, respondendo seu comentário no último post : a única coisa que meu coração tem certeza é que não quer mais se apaixonar. As últimas experiências não foram boas (aliás, quase nenhuma foi) e faz pouco tempo que ele conseguiu desapaixonar. Ele finalmente chegou a conclusão que isso não foi feito prá ele e que só se apaixona pelas pessoas erradas (acho que ele é masoquista :D )
Bem, vou parar por aqui porque a faxina me aguarda :(
bjus e bom final de semana!!!

11 de mai de 2008

meu dia das mães

Eu havia planejado ir almoçar na casa da sogra do meu irmão como fiz no ano passado, para poder estar com ele, cunhada, sobrinha e a sogra que é uma pessoa da qual gosto muito. Porém ontem a noite esfriou muito e a friagem fez minha fribromialgia gritar. Tive uma noite mal dormida, acordei com dores e frio e decidi ficar quietinha em casa.
Fiz um chocolate quente com torradas com bastante manteiga, peguei o jornal e voltei prá cama.
Fiquei feliz com a vitória do Massa e me emocionei muito com a reportagem com os irmãos Fittipaldi que passou no Esporte Espetacular. Eu poderia falar muito sobre isso, mas não o farei agora. Sem contar que fico orgulhosa e feliz de ver o Barrichelo, hoje, ser o piloto com maior número de corridas. Tá, prá quem não gosta dele, pode deixar que não vou falar mais sobre isso também.
Dormi novamente, embrulhada no edredon (não gosto de usar lençol com edredon, geralmente acorda lençol prum lado edredon pro outro) e só acordei por volta das 13 h. Fome.. o que comer? Fazer comida nem pensar. Sair prá comprar pronto, muito menos. Então fui de Miojo com nuggets.
Sobre a mãe, faz 3 dias que a saudade aumentou e vem doendo mais forte. Também não vou falar muito disso senão vou molhar o teclado com minhas lágrimas. Quem me conhece bem sabe como já sou chorona normalmente e nessas casoso então é só pensar.
Tive uma surpresa muito gostosa, ou melhor, duas. As duas pessoas que trabalhavam diretamente comigo me ligaram prá me desejar feliz dia das mães. Uma é o Thiago, que tem 25 anos e desde que entrou na empresa me chamava de mãe. A outra é o Nelson, que é mais velho que eu e me disse que me ligou pq eu sempre fui um pouco mãezinha dele, o defendendo, protegendo e ajudando. Foi muito gostoso isso.
Prá mim, toda mulher é mãe e merece parabéns no dia de hoje e nos outros também. Ser mãe não é só gerar, é muito mais. E todas as que não geraram, como eu, com certeza exerce seu lado maternal em sua vida. Eu fui agraciada com muitos filhos, e meus pais foram os principais nos últimos anos deles. Eu sempre tive essa coisa, que as vezes álguns nem gostam. Acho que com a minha descendência eu seria uma bela mama italiana, daquelas que toma conta da família inteira.
Agora a tarde recebi por mail o artigo de uma pessoa que gosto demais das coisas que ele escreve e como escreve. Teve duas coisas que me chamou a atenção no artigo que não eram o assunto principal. Primeiro quando ele escreveu: "Hoje é dia das mães, e a minha não está aqui." e eu pensei... a minha também não... só que ele, se quisesse estaria com a dele e eu não posso.
A segunda coisa foi: "Na verdade, eu preciso dizer que nada acaba de fato, nada é estático, tudo muda, tudo se desmorrona, tudo se reconstrói. O Fim nada mais é do que parte de um ciclo. " Isso me levou a pensar em n coisas... e ainda vou pensar mais. Ele mesmo diz que eu penso dez vezes mais que qualquer ser humano normal, mas fazer o que? :D
Bem, agora prá continuar com meu domingo preguiçoso, abri um vinho, vou pegar um bordado, ir de volta prá caminha e assistir " a procura da felicidade" com Will Schmidt. Depois conto do filme.
Um semana bem legal prá vocês. A minha promete, tem muito trabalho e não vejo a hora de pegar nele. Sei que alguns estranham eu falar assim, mas cada peça que faço é nova e diferente e eu tenho prazer em fazê-la e fico ansiosa de ver o resultado.
bjuss

6 de mai de 2008

colcha de retalhos


Semana passada fiz cópia de um filme meu para uma amiga que queria assistir. Hoje senti vontade de revê-lo depois de muito tempo. O nome dele é Colcha de Retalhos.
Esse filme é de uma sensibilidade ímpar que te faz viajar. Não consigo assistí-lo sem pensar em um mosaico de cores, sabores, cheiros, lembranças, músicas e muitas histórias que é a vida a minha vida.
Ele tem diversas colchas de retalhos, as colchas em si com suas histórias e a colcha que é a vida de cada um. Prá mim não seria problema algum o filme chegar ao final e eu assistir novamente em seguida, seria diferente. Cada vez que o assisto tenho uma nova visão, penso em coisas diferentes...
O trabalho das mulheres fazendo as colchas é algo muito lindo e eu adoraria um dia fazer um trabalho como esse. Deixa a aposentadoria chegar que é algo que irei fazer.
Quem não assistiu e gosta de histórias de vida, de emoções, de sensibilidade. Filme que leva vc a pensar, a viajar, a acreditar, a entender.. assista e depois me conta.
No filme a personagem central vai passar o verão na casa da avó. Essa situação me fez ter saudades da minha infância quando eu ía prá Minas. Taí uma coisa que me dei conta que sinto falta: não tenho casa de avó e tias para ir... aquelas casas com cheiro de histórias, com aconchego. Lembro das casas com pé direito imensos, tábua corrida no chão, quintal, jardim, pomar.. chegar na janela e ver o infinito. Sentar na cadeira de balanço na varanda e ficar olhando as estrelas e ouvindo os grilos. Nossa, é muita lembrança e muita vontade de uma outra casa, de uma outra época, impossível de trazer para os dias de hoje, mas que existe em algum lugar.

4 de mai de 2008

Tantas vezes penso em escrever sobre certas coisas aqui, mas sempre tou longe do pc fazendo algo que não dá prá parar. Ou trabalhando ou quando me deito para dormir. Depois acabando esquecendo. Talvez agora isso diminua porque mudei o pc para o quarto onde trabalho, meu quarteliêr :) Antes ele estava na sala. Porém confesso que tem vezes que é preguiça de digitar, acreditam?
Ainda estou recebendo jornal em casa, assinatura da empresa que ainda não venceu. Mas há meses que pego o jornal, tiro o Segundo Caderno e jogo o resto fora. Na tv ainda me permito assistir um telejornal, porém ando pensando seriamente em parar. Será que vou virar ermitã?
A Maitê proença disse que só lê jornal por conta do programa Saia Justa, senão preferia nem saber quem é a Dilma, mãe do PAC. Eu também!! E como não sou do Saia Justa.... Quantas e quantas notícias não nos acrescenta nada, ao contrário, pode ir minando coisas boas em nós.
E o Ronaldo? Não discuto se acho certo ou errado a atitude dele, o que sei que é problema exclusivamente dele. Que saco!
Aquele filho da puta que prendeu a filha no porão.. comida faltando no mundo.. Mulla falando merda... é tanta notícia ruim...
Dia da Mães chegando e euzinha cheia de encomendas, graças a Deus!! quarteliêr a mil por hora :)
Ontem recebi uma turma de amigas maravilhosas em casa. Bom demais da conta!! vamos nos reunir uma vez por mês.
Continuo vendo e revendo filmes ótimos! Ontem foi Dejavú com meu querido Denzel. Hoje: Valente com a maravilhosa Jodie Foster.
E agora, mesmo sendo 20:24 de um domingo, vou voltar aos meus pincéis e tintas :D
bjus e uma ótima semana procês!

21 de abr de 2008

Por estar trabalhando em casa e amar filmes, tenho assistido muitos. Tanto na Tv a cabo, como em filmes locados, como revendo os dvd's que possuo.
Acabei de assistir a um que loquei ontem: Piaf, um hino ao amor.
Eu não fazia a mínima idéia de como havia sido a vida de Edith Piaf e me surpreendi. Me surpreendi com a vida dela, com o filme, a interpretação de Marion Cotillard, que ganhou o Oscar de melhor atriz em 2008, mais que merecido!!!!
Existe algumas razões para eu gostar tanto de filmes e de seus mais diversos gêneros. Mas sobre isso escreverei outro dia.
Quem não assitiu, assista! vale muuito a pena!
Raramente faço o que fiz hoje: ficar voltando a mesma cena por N vezes. Fiz isso hoje com a cena final do filme, que posto aqui prá vocês. Porém só assistindo ao filme poderão sentir a dimensão da mesma. Porém já vale pela linda música.
sobre o filme
bjus e uma ótima semana!!!!

3 de mar de 2008

Sábado á noite depois de um longo banho, peguei meu vinho, me sentei no chão e fui mexer numa parte da estante da sala onde estão um monte de fotos. O primeiro objetivo era fazer uma triagem, ou seja, rasgasr fotos que não tem porque guardar, como fotos que eram de amigos de meus pais e que nem sei quem são, separar fotos que quero digitalizar etc etc. Porém o melhor foi fazer uma viagem no tempo.
Daqui a 10 dias completo 49 anos, ou seja, começo a viver meu quinquagésimo ano de vida, meio século. Ver as fotos de diversas épocas da minha vida, num momento desse, me fez pensar. Desde então tenho pensado muito em pessoas que conheci, em experiências que vivi e com isso fazer uma análise da minha vida. Nossa, quanta coisa! Quanta gente! Quantos risos e lágrimas, amigos e inimigos, amores e decepções... Quanta vida!!
O que acho mais engraçado, é que quando era bem mais nova, achava alguém com 50 anos, um velho(a) e não me sinto assim. Vejo como os tempos mudaram. Nessa idade estou começando uma nova etapa da minha vida, com sonhos, com ânimo, cheia de vontade! Ainda há tanto que eu quero fazer.

Algumas das fotos que digitei. provavelmente postarei outras com suas histórias :)

olha só a cara de sapeca! :P


aos 18 anos...


aos 22...

17 de fev de 2008

botando o papo em dia!!! :)

ebaaaa!! domingo !!!!

Depois de uma semana de muito trabalho, tirei o domingo para para fazer preguiça e atualizar minha vida virtual. Cafezinho, torrada com requeijão (irc) e vim prá frente do pc dar uma lida e responder os mails que estão se acumulando na minha caixa. Entre uns e outros, parei prum banho bem gostoso e refrescante prá acabar de acordar.


Lembram das caixinhas que eu tava fazendo? Olha elas prontas:
O tema escolhido pela "freguesa" foi arca de nóe e ela escolheu as imagens que queria. Dentro das caixinhas ela ía colocar jububas. O trabalho está indo de vento em popa \o/. Dia 16 de março vou participar de um bazar num clube na Lagoa e quero preparar umas peças bem legais para levar, principalmente de Páscoa. Também continuo recebendo encomendas e essa semana será bem cheia. Ainda bem!! :D
Depois de terminar essas caixinhas no final da tarde de quinta-feira, peguei na faxina do apê que tava precisado tadinho. Consegui dar uma organizada no meu quarto onde queria trabalhar e consegui transferir o trabalho prá lá. Agora tenho uma sala decente novamente. O meu "quarteliêr" ainda não está do jeito que quero, porque ainda não pintei o armário no meu quarto de dormir e por isso não posso transferir minhas roupas e etc que ainda estão no outro. Mas logo logo farei isso, espero.
Eu sou uma chorona assumida, choro até com comercial... O engraçado é que minha mãe, qdo eu era bebê, chegou a me levar ao médico porque eu não chorava. Como uma boa pisciana tenho a sensibilidade a flor da pele. Essa semana me emocionei e chorei diversas vezes e o motivo principal foi o esporte, ou melhor, os guerreiros do esporte. Chorei muito com o Guga :'( Será que alguém não se emocionou ouvindo aquelas declarações dele? E ainda pediu desculpas, que não tava parando porque queria, mas porque não conseguia mais. Imagino o quanto isso deve estar sendo difícil prá ele. Nossa, quantas momentos de alegria ele nos deu. Eu que nunca me senti atraída por tênis, não perdia as partidas dele. E hoje ele está pagando o preço pelos momentos maravilhosos que nos proporcionou, seu corpo não aguenta mais. Ah mas espero de coração que ele ainda se realize muito no que gosta, de outras formas, mas que encontre essa realização.
Outro momento que me doeu e emocionou foi a contusão do Ronaldinho Fenômeno. Sim, eu o considero um fenômeno, um grande jogador, um guerreiro depois de tudo que tem passado e vencido e espero que vença mais essa e que ainda possa vê-lo jogando no meu Mengão. Ninguém é eleito o melhor do mundo por 3 vezes se não merecer.
Terceiro momento de emoçaõ não teve nada com o corpo, mas com a alma. A dor de uma menina que aos 9 anos foi molestada por um filho da puta covarde. Desculpem, mas ele é no mínimo isso. Chorei com ela. Chorei imaginando como ela se sentiu. Chorei imaginando ela pedindo ajuda a mãe e não conseguindo. Chorei imaginando o que foi a vida prá ela depois disso. Assim como tou chorando só por estar escrevendo isso. Que bom que ela tá superando, porque esquecer nunca vai. Que bom que ela conseguiu denunciar isso, deve ter tirado um peso enorme da sua vida. É uma guerreira tb, não?
Depois do meu cafe da manhã diet, irmão ligou há pouco e perguntou: "já fez almoço?" pensei rapidamente: "será que vão vir pro almoço?" e respondi que não. e aí meu herói disse: "então não faça, vou passar aí e deixar almoço procê \o/\o/\o/ Ganhei escondidinho de carne seca!! ebaa!!!! Ao descer prá pegar com ele, fui até a padaria e vi pãozinho quente sendo colocado no cesto. Não, não resisti e prá piorar comprei manteiga, já que não tinha em casa por conta de tentar comer menos gordura. Aí.. novo café da manhã!!! Revigorada vim escrever aqui procês. E notem que muito revigorada porque o que eu já escrevi.. hahahaha Tou tirando o atraso. Ai de quem reclamar que ando escrevendo pouco.
Essa semana eu tive um momento de tristeza por conta da conduta de algumas pessoas. Coisas pequenas que eu vinha observando e outras que podem parecer pequenas, mas para mim são grandes, porque envolvem sentimentos muito pequenos. São pessoas que fazem parte de um grupo que eu frequentava e do qual me afastei. Uma amiga viu isso como eu desistindo de algo que gosto e de pessoas que nada teriam a ver com isso. Porém posso manter a amizade com as que gosto, fora do grupo. Eu não desisti, não sou de fazer isso. Mas me fiz uma promessa que não pretendo quebrar: me afastar de tudo e todos que me entristecem ou magoam. Quem me acompanha nos últimos tempos, sabe o quanto foi difícil prá mim dar a volta por cima. Posso dizer que voltei a viver de verdade, voltei a ser feliz como nem lembrava que podia ser, fazem apenas 3 meses. Ainda não dá prá conviver com certas coisas que possam me derrubar emocionalmente, mesmo que por pouco tempo. Não quero correr riscos. Essa minha determinação me afastou de pessoas que amo, mas no momento eu sou a pessoa mais importante da minha vida. Quem me conhece sabe que nunca fui egoísta, que sempre pensei mais nos outros que em mim. Talvez até por isso tive essa dificuldade de recomeçar, pois passei muito tempo sem pensar em mim, sem olhar prá mim.
Gente, será que ainda tem assunto? hahahahaha
bjussss e uma semana fantástica prá todo mundo!!!!!

13 de fev de 2008

Tou sumida, né? Mas, graças a Deus, ando trabalhando muito. Na sexta-feira passada peguei uma encomenda de 50 caixinhas de lembranças de aniversário, para a próxima sexta. Muita gente vê uma caixinha pronta e acha que é só passar uma mão de tinta e pronto! Mas não é bem assim, dá trabalho fazer... Limpar caixa, dar uma mão de tinta base, passar massa nas imperfeições que hajam, lixar, limpar novamente, 2 a 3 mãos de tinta, duas a 3 mãos de verniz e por fim encerar algumas partes. Isso sem contar a imagem que deve ser trabalhada no tamanho correto, impressa, impermeabilizada, recortada, colada e tratada. Algumas imagens são compradas prontas, não imprimo. Isso para dar uma idéia... Porém o mais legal de tudo é o prazer que tenho em fazer tudo isso. E as encomendas chegando.

Como o tempo é bem curto para essa encomenda, deixei a casa prá lá e tenho me dedicado só a ela. Mas tenho meus assistentes que são meus amores. No sábado a tarde, irmão e sobrinha vieram prá cá. Sobrinha ajudou limpando e passando base em peças que tenho que fazer prá Páscoa. Irmão arrumou minha cozinha e área, limpou minha geladeira, que tava precisada, ajeitou um almoço prá mim (eram 3 da tarde e eu ainda não havia almoçado) e fez umas outras coisinhas também. No final do dia cunhada chegou com pizza pro nosso lanche e eu e irmão abrimos um vinho espetacular que tava guardado.
Camila dormiu aqui e no domingo irmão e cunhada vieram pro almoço trazendo uma bela travessa de nhoque. Mas eu quase não parava. Lixei peças o dia inteiro (já havia começado no sábado) e só terminei perto da meia-noite.

Uma pessoa me disse sobre o privilégio de se trabalhar com o que gosta, e eu hoje me sinto uma privilegiada. Enquanto escrevo aqui a TV tá ligada na Ana Maria Braga e passou um reportagem sobre as pessoas que gostam de ficar em casa. Adorei, porque amo ficar em casa e a maioria das pessoas acham isso estranho e vi que há muita gente como eu. E agora eu trabalho em casa. E trabalho com algo que amo. Quer mais? :)

Não há rotina na minha vida, durmo na hora que quero, acordo na hora que quero, faço meu horário de trabalho, como o que quero na hora que quero e assim vai. Devagar e com prazer, tenho organizado minha casa do jeito que quero que ela fique. Tenho me aproximado mais dos meus amigos. Tenho conhecido pessoas lindas com quem adoro conversar. Enfim, teve gente que disse que logo logo eu sentiria falta de sair prá trabalhar e tal, mas já fazem 5 meses e não senti falta nem por um minuto sequer. Aos poucos também continuo renovando minha vida. Meu jeito de ser e pensar continua em transformação.

mão após toda a "lixação"
as caixinhas como estavam anteontem

8 de fev de 2008

feira


Todos os dias antes de começar a trabalhar venho na net dar um espiada em tudo. Me lembrei agora, lendo em uma comunidade, que nem comentei da feira que participei, né? Pois bem, prá mim a feira foi um sucesso! Vejamos. Sábado fez um calor descomunal e apesar de todo filtro solar e não ter ficado no sol, terminei o dia rosa chock :D Não vendi nenhuma peça, mas muita gente passou pela minha barraca, conversou, pegou cartão ou folheto. Esse lado da divulgação foi muito bom! O lado ruim foi que o calor estava tão grande que estragou algumas peças. Tampas colaram nas caixas ou a tinta trincou em algumas. Ao chegar em casa fui consertar as que davam, prá levar no dia seguinte. Porém no domingo e segunda a chuva não deu trégua e não deu prá ir. Me senti frustrada, mas não desanimada. Na terça lá fui eu. Consegui vender muitas peças e tive algumas encomendas \o/\o/\o/ Os 100 folhetos e 100 cartões que fiz, foram-se todos. Já recebi mails perguntando sobre preço e fazendo encomenda de peças diferentes das que eu tinha. Foi uma experiência e tanto. Além de tudo isso, conheci pessoas ótimas que também estavam participando e que me deram diversas dicas.
Obrigada a todos que torceram por mim e pelo carinho!!!

7 de fev de 2008

Acabei de assistir, pela milésima vez, um filme que gosto muito: Encontrando Forrester. Um filme que fala fundo sobre algo que para mim é uma das coisas mais importantes na vida: amizade. Para mim a amizade é mais forte que amor. Na amizade há amor, assim como no amor de verdade tem que ter amizade. Na amizade há respeito, paciência, cumplicidade, carinho... Ser amigo não quer dizer pensar igual, mas respeitar o pensar do outro e brigar para que ele tenha a liberdade de pensar, de sentir e de agir. Ser amigo não é dizer só o que o outro quer ouvir, mas também é preciso saber dizer. Porém da mesma forma que se diz coisas indesejadas pelo outro, também é importante dizer coisas boas, dar carinho. Tudo na hora certa.

Já tive muitos amigos de verdade. Alguns, por diversos motivos, acabamos nos perdendo, mas eles ainda estão em meu coração e pensamento. Outros eu perdi de verdade, já se foram. Se eu tiver que escolher entre ter um namorado, um amor e uma amizade, não penso duas vezes, escolheria a amizade. Aliás já fiz isso diversas vezes na minha vida. Mas eu falo de amizade na essência da palavra. Digo isso porque “amigo” é uma das palavras mais banalizadas hoje em dia, chama-se todo mundo de amigo. Acho até que muita gente nem sabe o que é ter um amigo de verdade. Eu tenho amigos! E por meus amigos sou capaz de tudo. Muitas e muitas vezes optei em fazer um amigo feliz ao invés de escolher algo que me faria feliz e não me arrependo.
Fazer uma amizade não é algo fácil, ninguém vira amigo de uma hora prá outra. É algo que se vai conquistando. Alguns dizem que quem fala que tem mais amigos que os dedos de uma mão, está mentindo. Eu não estou, tenho mais que isso, mas não tenho mais que o número de dedos das duas mãos. Tenho em minha vida pessoas que gosto, que simpatizo, mas que não posso chamar de amigas no que acredito ser uma pessoa amiga.
Porém há uma parte difícil na amizade, que é quando vc não consegue conquistar a amizade de alguém que vc quer bem demais. Eu não me considero uma pessoa “normal” no que se refere a algumas coisas. Faço parte de uma comunidade no orkut que se chama “nasci na época errada”. As pessoas hoje não acreditam mais em certas coisas. Elas até querem que essas coisas existam, mas quando as encontra não acredita em sua veracidade. Está difícil de me entender? Um exemplo: Existe uma pessoa que conheço há muito tempo e que gosto demais dela. Uma pessoa que me ensinou muita coisa, que me despertou prá muita coisa, por quem tenho muuita admiração, muito respeito e que quero muito que seja feliz, que se realize... Mas não conseguimos ser amigos. Passamos bons períodos, brigamos diversas vezes e hoje, sim, precisamente hoje eu estou desistindo dessa amizade. Por mais que eu tente entender o seu jeito de ser e pensar, não consigo entender certas atitudes que acabam me deixando triste e muitas vezes magoando. É uma pessoa de muita sensibilidade embora prefira demonstrar o contrário. Não sou uma pessoa de desistir facilmente, mas todos temos limite. Acho que por esse motivo o filme me tocou muito mais hoje que das outras vezes. Por isso estou aqui escrevendo sobre amizade. Houveram algumas vezes que quis me afastar e dei adeus, mas acabei voltando. Hoje eu não dei adeus e nem sei o que dizer, simplesmente me calei. Talvez por isso eu saiba que é diferente.
Em compensação novas amizades têm chegado e têm me feito feliz. A vida é assim e isso eu já aprendi há muito tempo, que ela é feita de perdas e ganhos, que tudo tem seu tempo. Mas cada pessoa tem seu lugar no nosso coração, e embora existam pessoas me fazendo feliz, estou muito triste por essa perda. Tá, eu sei que vai passar, que tudo passa, mas hoje é assim que estou me sentindo diante dessa perda e é algo tão importante prá mim, que merece alguns dias dessa tristeza. Depois irá se tornar saudade e ficarão as boas lembranças, que são muitas. Mas é importante saber o momento de parar com algo e espero estar certa. Ser o melhor prá nós dois.
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