19 de out de 2008

Estou com minha sensibilidade a flor da pele.
Tudo que leio sobre os piscianos, fala sobre nossa sensibilidade. É verdade...
Uma vez uma pessoa que gosto muito, mas nem sei o quanto gosta de mim, se é que gosta, disse que eu tenho uma sensibilidade 10 vezes maior que um ser humano normal.
Sim, quando se trata de sentimentos, tudo é muito intenso em mim. Tanto o que é bom quanto o que é ruim.
Sei que muitos se assustam com isso, não estão acostumados. Além de sentir, eu sou bem verdadeira em falar disso. Porém a maioria não está acostumada a ouvir isso e se assustam, e tiram conclusões e assim vai... então tento me segurar, mas isso não me agrada.
Já notaram como se deseja muita coisa mas se assusta quando se depara com elas?
No fundo a maioria das pessoas é hipócrita...
Queria continuar falando sobre isso, mas estou muito cansada.
Cansada de sentir, cansada de ser. Viver, sentir, dói.

“Cada coisa tem um instante em que ela é. Quero apossar-me do ‘é’ da coisa. Esses instantes que descorrem no ar que respiro: em fogos de artifícios, eles espocam mudos no espaço. Quero possuir os átomos do tempo. E quero capturar o presente que pela sua própria natureza me é interdito: o presente me foge, a atualidade me escapa, a atualidade sou eu sempre no já.
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Ainda tenho medo de me afastar da lógica porque caio no instintivo e no direto, e no futuro: a invenção do hoje é o meu único meio de instaurar o futuro.
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Liberdade? É o meu último refúgio, forcei-me à liberdade e aguento-a não como um dom mas com heroísmo: sou heroicamente livre.
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Luto por conquistar mais profundamente a minha liberdade de sensações e pensamentos, sem nenhum sentido utilitário: sou sozinha, eu e minha liberdade.
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Sou um coração batendo no mundo.”

(Água Viva – Clarice Lispector)

Quando eu morrer, quero ser cremada com esse livro entre minhas mãos e seus sentimentos em meu coração.

11 de out de 2008

amizade....

Outro dia eu estava conversando com pessoas sobre como certas palavras perderam sua força e significado. A principal, na minha opinião, é "amizade".
Hoje as pessoas se referem a todos como amigos. Sejam pessoas do trabalho, da faculdade, colégio, da banca de jornal... enfim... todo mundo é amigo! Não existe mais colegas, conhecidos e afins.

E continuo a discordar de quem tem trocentos amigos. Não, ninguém tem trocentos amigos.

Amigo é algo que se conquista, que há identificação, que vai crescendo e se firmando. Amizade é mais difícil, e costuma ser mais duradouro e sincero que amor. Com amigos costumamos ser mais sinceros e abertos. Falamos sem ter medo, pelo menos deveria ser assim.

Uma das melhores amigas que tive ( sim, tive porque ela faleceu) e que mais amei, era quem tinha a coragem de me dizer o que eu não gostaria de ouvir. Porém, ela dizia com o mesmo tom de voz que dizia que me amava. O nome dela era Helena. Eu a amei demais e sinto muito sua falta, principalmente nos meus piores momentos. Muitas vezes ela me disse coisas que sabia eu iria reclipar, mas que depois, analisando, daria toda razão a ela e agradeceria por ela ter tido a coragem de me dizer e me ajudar.

O problema não é O QUE se diz, mas COMO se diz.

Bem, mas voltando.... eu me considero uma pessoa muito feliz porque sei que tenho amigos.
Hoje fui encontrar com amigas de 40 anos!! Uma delas está morando na Bahia. Mas não importa quantas vezes no ano nos encontramos ou quantas vezes nos falamos. O importante é que sabemos do amor de uma pela outra e que podemos contar com a outra quando precisármos.
Esta é a Helena. Qualquer hora vou escrever um post só sobre ela.

Estas são Silvinha e Fatima. Mulheres porretas!!!