30 de abr de 2009

sobre o post anterior

Estava dando uma lida nas últimas notícias quando encontrei essa:

"Com ágio e venda casada, ingressos da final ainda podem ser encontrados
Hostels, agências de turismo e sedes de torcidas organizadas são os "pontos alternativos". Ministério Público diz que prática é crime


Ingressos custam até três vezes o preço original Os 67.809 ingressos para a final do Campeonato Carioca terminaram oficialmente na terça-feira nas bilheterias. Mas entradas para o Flamengo x Botafogo de domingo ainda são encontradas, com ágio e prática de venda casada, em hostels - albergues descolados -, agências de turismo e em sedes de torcidas uniformizadas, que lucram com o negócio e dão prejuízo aos clubes.

O preço chega a custar quase três vezes mais que o oficial. Ingressos de arquibancada, vendidos originalmente a R$ 40, oscilam entre R$ 75 e R$ 115. Não é raro que os tíquetes sejam de meia-entrada (R$ 20) e os “fornecedores alternativos” alegarem que o ingresso foi adquirido ao preço original de inteira. Nos hostels e agências de turismo o valor inclui guia e transporte de ida e volta entre o estabelecimento e o Maracanã, o que pode configurar venda casada, proibida pelo Código de Defesa do Consumidor. Não há prioridade para hóspedes e turistas. Se o torcedor do Rio chegar primeiro leva.

As torcidas organizadas também têm ingressos para vender e aproveitam para ganhar dinheiro. Uma do Botafogo vende a R$ 40 um ingresso de arquibancada “apenas para sócios”. Mas oferece aos não-sócios a possibilidade de fazer uma carteirinha na hora pagando R$ 10.

Se não há alternativa, pode ser caracterizada venda casada, que é crime contra o consumidor."
- Está errado. No caso dos hostels, o consumidor tem que ter o direito de escolha sobre os serviços apresentados. Se não há alternativa, pode ser caracterizada venda casada, que é crime contra o consumidor. No caso das organizadas, a associação tem que ser livre e espontânea. E também pode ser considerada venda casada – diz Rodrigo Terra, promotor de justiça do Ministério Público do Rio de Janeiro.

A reportagem do GLOBOESPORTE.COM ligou para alguns hostels. Boa parte deles, como o Che Lagarto, em Copacabana, terceiriza o serviço deixando a cargo de empresas turísticas que espalham pessoas nas filas das bilheterias para adquirirem o maior número possível de ingressos. O Crab Hostel, em Ipanema, afirma que um funcionário consegue ingressos através de um contato direto na Suderj. Fato que foi desmentido pela Superintendência de Desportos do Estado do Rio de Janeiro.

- Não temos nada a ver com a venda de ingressos. Quem cuida disso é a BWA, que tem uma sala no Maracanã e que confecciona os ingressos dentro de uma das bilheterias do estádio – diz Sérgio Du Bocage, assessor de imprensa da Suderj".



Ou seja, uma máfia perfeita! Com certeza poucos conseguiram comprar os ingressos no preço normal, que já acho caro. Imagina, R$40,00 por uma arquibancada. O povo se lasca mesmo. Sempre!!! Aí com tudo isso que lemos, qual será a população presente no Maracanã no domingo? Quantos podem pagar de R$70,00 a R$115,00 por uma arquibancada??

O pior de tudo é que todo mundo sabe, ninguém assume, ninguém resolve. Resolver é simples! Só a polícia (se fosse séria) ir para porta de todos os pontos de venda e pegar a turma.

Já pensou se tivéssemos um governo sério e que quisesse dar uma lição a eles? Pegariam os ingressos em poder deles e distribuiria para o povo que estivesse lá querendo comprá-los. Não é uma boa idéia? Sim, é boa, mas utópica....

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