30 de jun de 2009


Ontem logo que acordei recebi a notícia da morte de um amigo. Mais que amigo, pois namoramos e foi o melhor namorado que eu tive. Foi o melhor porque ele chegou na minha vida num momento que eu precisava muito de alguém como ele.

Quando recebemos um notícia assim, a primeira coisa é parar o tempo e se voltar toda para a imagem daquela pessoa como se ela se personificasse. Sentir toda a força que ela tinha em você. E aí lá estava ele sorrindo e rindo, uma risada tão gostosa que era impossível não rir junto. Ele ria de tudo, de tudo mesmo e claro, dependendo do sentimento era uma risada diferente.

Parei num segundo momento e chorei. Muitas vidas se tornaram um pouco mais vazias com sua ausência e a minha é uma delas. Mesmo não convivendo com ele há muitos anos, já me bastava as poucas vezes que conversávamos no msn e saber que ele ainda estava por aí e que poderíamos no reencontrar a qualquer momento da vida.

Morreu fazendo o que mais amava fazer: pulando de paraquedas, foi o que me escreveu seu melhor amigo. Sim, ele amava fazer isso e o fazia há muitos anos. Pensei então na sensação de liberdade. Um passarinho voando para a eternidade.

Porém, mais tarde, isso me angustiou. Não sei como foi, o que se passou, mas fiquei com a sensação de que ele sofreu nos últimos instantes e lamentei.

De qualquer forma só uma coisa é certa, ele está deixando São Pedro doidinho lá em cima com seu jeito e eu já dou risada pensando nisso.

Amigos não morrem, vivem eternamente em nossos corações e lembranças.

4 comentários:

  1. Que triste, minha querida!...

    Meu abraço para você!

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  2. Obrigada querida!
    A tarde eu fiquei mais tranquila. Recebi de um amigo comum, um mail com links para os jornais de Fortaleza que noticiaram o ocorrido. Lá pude saber o que realmente aconteceu. Todos creem que ele teve um mal súbito assim que pulou e desmaiou ou morreu. O fato é que ele estava desacordado e não chegou a sequer tentar abrir o paraquedas. Foi uma queda e tanto. Queda livre de 3.000 mts e ficou bastante mutilado. Mas penso que era o corpo, a alma já havia voado e saber que ele não sofreu pelo acontecido, aquele pavor, tipo de não conseguir abrir o paraquedas, me dá muito conforto.

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  3. Oi Lu, coisa triste mesmo. Impressionante.
    Perder amigos é muito ruim, seja na vida ou por morte.

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  4. Lu, quero novos postagens......rs.....rs....

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