12 de nov de 2010

onde chegaremos?

Desde pequena eu queria ser professora. Venho de um tempo que fazer Escola Normal era um orgulho, as normalistas estavam até em letras de música... Quem está na minha faixa de idade sabe bem o que representava a figura de professora na nossa vida.

Algumas pessoas chegam na nossa vida como um presente e você simplesmente se apaixona por elas. Isso aconteceu quando conhece uma certa "minina má", a Patricia Pirota do blog Ainda MininaMá. Se eu fosse falar da Paricia, seria um longo post, mas acho que basta dizer que um dia falei para ela que se eu tivesse uma filha gostaria que fosse exatamente como ela. A partir daí virei sua mãe virtual e isso me orgulha muito. Se você não conhece o blog dela, vai lá e lê muito, tenho certeza que vai gostar.
Pois há uns dias que li um tweet dela que me partiu o coração. Ela é professora e daquelas que ama demais o que faz, e contou que depois de 10 anos, pela primeira vez um aluno gritou com ela e colocou o dedo na cara dela, e de como ela estava triste com isso. E eu aqui do outro lado da telinha também fiquei muito triste... nem sabia o que escrever para ela.

Rafael tem 23 anos, é instrutor de Jiu-Jitsu e faz um curso de auxiliar de enfermagem numa escola técnica particular de Porto Alegre. Aluno com notas altas, de repente ganha um C e o que ele faz?


Com socos e cadeirada, quebra os dois braços e fere o rosto da professora.

“Isso se trata de tentativa de homicídio. Se não houvesse a intervenção de terceiros, ele teria concluído, e essa senhora hoje com certeza já estaria em óbito”, afirma o delegado Fernando Soares.

Eu não tenho palavras que traduzam meu sentimento assistindo a reportagem....

Um bom final de semana !!

ps. Li todos os recadinhos e emails sobre o post sobre meu sentimento em relação ao blog. Ainda preciso digerir melhor tudo e volto para escrever sobre isso. Obrigada a todos pelo carinho.

11 comentários:

  1. LUcy, que coisa horrível! Conheço a PIrota e tb sei de seu amor pela profissão. É triste quando alunos perdem os limitem.

    Olha, não sei se vc viu, mas no feito por suas mãos de quarta, uma das artes foi feita com base naquele pap que vc mostrou quando foi minha convidada. Tá vendo só seus ensinamentos florescendo?

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  2. Minha irmã é professora também e, mesmo dando aulas prá 1a série, já sofre com a falta de educação dos alunos. Acho que os pais deveriam ser responsabilizados por esses comportamentos absurdos, afinal são eles que deveriam ensinar educação aos filhos.
    bjs
    Sônia

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  3. Inacreditável!! Onde esse mundo vai parar???

    bj

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  4. que absurdo!!!! Eu tenho medo desse mundo que meus filhos ião viver! O que será deles? E de nós?
    Beijos

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  5. Amiga, que coisa horrível! Parei de lecionar há 3 anos. Tenho saudades da sala de aula, mas não tenho vontade de voltar. É assustador o que anda acontecendo!
    Um beijo e ótimo fds!

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  6. Os tempos mudam... eu fui normalista e já fui professora!
    Luci, tem um presente prá vc lá no meu blog!

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  7. Pois é ... Também sou do tempo em que se levantava quando o professor entrava na sala! Lembro que todos os dias cantávamos o Hino Nacional, já formados, e em fila íamos para a sala de aula. É mesmo uma pena que isso tenha se perdido. Hoje os professores são tratados como colegas, chamados pelo apelido. E por aí vai ... Já não se percebe a diferença entre aluno e professor.
    Esse agressor não merece outro tratamento senão a cadeia. Além de professora, é uma mulher! Covardia! É mesmo ultrajante!
    Beijinho, Luci!

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  8. Luci, a que ponto chegou a educação no Brasil! pensar que professora era idolatrada, respeitada, um ícone na vida dos alunos. E agora isso aí! violência e maus tratos! isso é consequência da falta de respeito que quase não há mais nas famílias, raras excessões, a escola se transformou num ringue. infelizmente!
    Beijos

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  9. Lucy,
    Eu sou professora e dou aulas para jovens e adultos!
    Mas se um aluno me agredisse dessa forma, eu o processaria! E iria pedir uma indenização bem gorda. Não pelo dinheiro em si, mas pela humilhação e pelo coração quebrado!
    Eu amo o que faço!

    bjo

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  10. nossa, que horror isso, Luci.
    Aqui no Japão professor tem mais importância que médico. Acho que, se algum dia um pai agredir um professor, ele vai preso na hora.

    Como pode isso... que fim de mundo, é sim uma tentativa de homicídio, onde já se viu resolver as coisas na força!
    que ignorancia...

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