24 de out de 2011

Terra Fria

Semana passada, como gosto de fazer de vez enquando, revi muitos filmes que gosto. Dessa vez, como eu estava meio lesco lesco, escolhi filmes que mexiam com minhas emoções das mais diversas formas. Filmes que me fazem pensar, que faz com eu eu reafirme minha forma de pensar, que faz eu me questionar, que me faça sentir e ver quanta coisa importante existe e que o que pode estar me deixando triste é nada perto de tudo isso.
Assisti Madre Teresa, sim, a de Calcutá, um exemplo de força e amor ao próximo e a Deus. Também Patch Adams, Filadélfia, A Cor Púrpura e outros que nãolembro agora. Porém quero falar de Terra Fria.


Josey tem dois filhos e após uma das vezes que apanha do marido, resolve voltar para sua cidade Natal, Minesota. Quando o pai a vê como o rosto machucado lhe diz: "Então ele lhe pegou com outro homem... por isso bateu em você." Por ter tido um filho aos 16 anos e dizer não saber quem era o pai, ela tinha uma má fama na cidade. Disposta a recomeçar vai trabalhar na mina de ferro da cidade. As mulheres começaram a trabalhar em minas em 1975, por conta de uma lei que obrigou os donos a contratar. O filme se passa em 1989 e é uma história real. A história de como as mulheres eram tratadas, dos assédios que sofriam. História da coragem de uma mulher que mudou a história de muitas outras.
São muitas as mulheres que lutaram para que nós pudéssemos ter muito do que temos hoje, principalmente respeito. Esse é um assunto que me toca muito, pois de uma forma eu também travei uma luta quando comecei a trabalhar numa mesa de operações no Mercado de Capitais, só existiam 3 mulheres nessa posição. Ela lutou em1979, eu em 1987, e antes que alguém pense, não estou de forma alguma comparando  o tamanho da minha luta com a dela. Porém, como eu vivi muito de perto o machismo, consigo sentir tudo que ela e muitas outras passaram.
O que me aborrece, e as vezes até revolta, é ver quantas mulheres não valorizam isso, muito pelo contrário. Já escrevi aqui sobre o machismo feminino, porém o pior é ver mulheres rindo e defendendo homens que nos faltam ao respeito, que nos tratam como lixo. O grande exemplo disso foi semana passada quando na entrega de um prêmio, a platéia vaiou a Vanessa Camargo e gritaram o nome de Rafinha Bastos. No Twitter diversas mulheres achando o máximo. A grande verdade é que só damos valor ao que precisamos lutar para conseguir, ou quando acontece conosco. Confesso que leio e ouço coisas que me faz sentir vergonha de ser mulher.

4 comentários:

  1. Oi Luci =)
    Assisti Terra Fria a algum tempo atrás e gostei muito do filme. Acho lamentável q mulheres ditas inteligentes e cultas, como muitas da minha TL no Twitter, apoiem e compactuem c tipos como Rafinha Bastos >.< Sou defensora dos direitos das mulheres e não tenho vergonha de expressar minha opinião a respeito. Muitas das "tolinhas" q batem palma p pseudo-humoristas, na verdade não pensam aquilo a respeito, são as típicas Maria-vai-com-as-outras, pessoas sem opinião e sem respeito próprio.
    Estou contigo.
    Beijos, linda semana =**

    @morenalilica

    ResponderExcluir
  2. Pois é Luci,

    Também tive que ser leoa (a partir de 1977), quando tive que entrar pra valer na batalha para ser respeitada como pessoa e profissional. Tinha 31 anos, moça bonita, desquitada, com dois filhos. Mas na primeira entrada desrespeitosa, dei um chute na canela (sentido figurado claro), na segunda, chute no saco. Sempre com classe, deboche e cinismo. Mostrei a que estava ali com profissionalismo e competência. Consegui o respeito. E venci no ambiente de machões. Fico indignada com mulheres tão "evoluídas" que não se respeitam. Como achar engraçado alguém que se comporta com tanta vulgaridade quando se dirige a uma mulher? Por muito menos rodava a baiana bonito.
    Girassóis nos seus dias. Beijos.

    ResponderExcluir
  3. Oi, Luci!

    Assim como as porradas nas esposas ou filhas, não deveriam mais acontecer também os concursos de beleza e as fotos de mulheres nuas, só exploração do corpo feminino. É o fim a própria mulher se vender e achar que está sendo valorizada pela beleza, quando na verdade está sendo desmoralizada.
    Esses programas de tv só reproduzem grosserias, uns lixos.

    Luci, sabe que estamos com vários dvds ainda fechados por falta de tempo para assistirmos? Queremos férias!!!!
    Beijo,

    ResponderExcluir
  4. Já assisti a Patch Adams, A Cor Púrpura e adorei

    ResponderExcluir