27 de dez de 2013

A lição da águia




A águia é a ave que possui a maior longevidade da espécie. Chega a viver cerca de 70 anos. Porém, para chegar a essa idade, aos 40 anos, ela precisa tomar uma séria e difícil decisão. Aos 40 anos, suas unhas estão compridas e flexíveis e já não conseguem mais agarrar as presas, das quais se alimenta.O bico, alongado e pontiagudo, se curva. Apontando contra o peito, estão as asas, envelhecidas e pesadas, em função da grossura das penas, e, voar, aos 40 anos, já é bem difícil! Nessa situação a águia só tem duas alternativas: deixar-se morrer... ou enfrentar um dolorido processo de renovação que irá durar 150 dias. Esse processo consiste em voar para o alto de uma montanha e lá recolher-se, em um ninho que esteja próximo a um paredão.Um lugar de onde, para retornar, ela necessite dar um vôo firme e pleno.Ao encontrar esse lugar, a águia começa a bater o bico contra a parede até conseguir arrancá-lo, enfrentando, corajosamente, a dor que essa atitude acarreta. Espera nascer um novo bico, com o qual irá arrancar as suas velhas unhas.Com as novas unhas ela passa a arrancar as velhas penas. E só após cinco meses, "renascida", sai para o famoso vôo de renovação, para viver, então, por mais 30 anos.
Muitas vezes, em nossas vidas, temos que nos resguardar, por algum tempo, e começar um processo de renovação. Devemos nos desprender das (más) lembranças, (maus) costumes, e, outras situações que nos causam dissabores, para que continuemos a voar. Um vôo de vitória. Somente quando livres do peso do passado (pesado), poderemos aproveitar o resultado valioso que uma renovação sempre traz. Destrua, pois, o bico do ressentimento, arranque as unhas do medo, retire as penas das suas asas dos maus pensamentos e alce um lindo vôo para uma nova vida.
Um vôo de vida nova e feliz.

26 de dez de 2013

Todo Mundo, Alguém, Qualquer Um, e Ninguém



Havia um importante trabalho a ser feito, mas Todo Mundo tinha certeza que Alguém o faria.
Qualquer Um podia tê-lo feito, mas Ninguém o fez.
Alguém zangou-se, porque achava que era um trabalho para Todo Mundo.
Todo Mundo pensou que Qualquer Um podia resolver o assunto, mas Ninguém imaginou que Todo Mundo deixasse de fazê-lo.
No final, Todo Mundo culpou Alguém, quando Ninguém fez o trabalho que Qualquer Um podia ter feito



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Nossa! mais de dois meses sem escrever no blog, sem visitar as amigas...  :(
Me perdoem!

27 de out de 2013

Opções, sempre temos!

Há muitos anos eu ouvi a Glória Menezes dizer que "Envelhecer é quando nosso corpo não acompanha mais nossa mente". Nunca me esqueci disso, e hoje aos 54 anos eu já sei o que ela quis dizer. Porém também penso nas coisas que ainda podemos fazer, mesmo com 50, 60, 70 anos, e que não fazemos por medo do ridículo.
Eu moro sozinha, então posso fazer algumas "doideras" que não há ninguém para ver e me recriminar, ou se assustar. Agora mesmo fui levar meu prato sujo para colocar na pia da cozinha e começou a tocar na rádio (só ouço a MPB FM), Lulu Santos cantando As Curvas da Estrada de Santos". Comecei a dançar, de olhos fechados, as vezes batendo na geladeira, de um lado, ou na pia de outro. Delícia!!!
Há breves momentos que não tem preço! E eu que já fazia algumas coisas, agora farei mais e sem me importar com quem vai ver, e com o que vão pensar, pois junto com o "chutar o balde" que escrevi no post anterior, veio a decisão mais importante da minha vida. Decisão essa que nunca poderei contar para ninguém, pois ao invés de verem o resultado positivo, iriam ficar falando do que eu sentia e pensava antes. Nossa, como é ruim isso, não poder dividir algo com ninguém! O importante é que após muito tempo estou pensando diferente e vou tentar manter isso, apesar de. Que Deus me ajude e abençoe!


26 de out de 2013

Hora de chutar o balde... novamente!

Há coisas que vem para nos lembrar de algo, para despertar algo adormecido. Foi assim que senti após assistir a reportagem sobre "Chutar o balde" no programa Mais você. Na reportagem chutar o balde representava dar uma guinada na vida profissional, e me lembrei das vezes que fiz isso. 
A primeira vez foi no meio do expediente eu me levantar da cadeira, ir até a mesa da secretária, escrever carta de demissão, entregar ao diretor e ir embora e não mais voltar. Uma semana depois estava empregada ganhando 50% a mais. Na segunda vez, morando em São Paulo, estava muito aborrecida com uma situação criada pelo patrão. Num final de tarde, veio a gota d'água, liguei para ele aqui no Rio e pedi demissão. Ele perguntou por quê? Eu disse simplesmente que havia decidido voltar para o Rio. E assim fiz! Após 4 anos morando em Sampa, fiz as malinhas e voltei pro Rio e prá casa da mami. Passei 1 ano costurando junto com ela até conseguir um novo trabalho. Na terceira, vocês que me acompanham aqui já sabem, de operadora de mercado de capitais, me tornei artesã. Não foi fácil, abri mão de muitas coisas, mas feliz como nunca.
Entre a segunda e a terceira vez, tive vontade de chutar o balde e ir embora muitas vezes, mas não podia. Nesse momento tinha pessoas dependendo de mim e sabia que não conseguiria um salário igual.Porém fiquei pensando que chutar o balde, não é somente referente a vida profissional, mudar de emprego ou carreira, é mudar tudo que dá vontade, começar de novo de outro jeito. 
A questão é que isso ficou martelando na minha cabeça e no meu coração e me fez tomar uma decisão. Precisava decidir algo e não conseguia. Cada hora resolvia uma coisa, mas o resolvido não me sossegava. E como num passe de mágica agora sei o que quero. Se vai dar tudo certo eu não sei, mas por quê não arriscar? Minhas loucuras sempre são calculadas. Além do mais hoje ninguém depende de mim e qualquer problema futuro, será comigo mesmo. Não, não quero levar uma vida sossegada apenas esperando o fim chegar. Praticamente minha vida inteira foi pensando no bem estar dos outros, de quem eu cuidava, e não estou reclamando, foi uma escolha minha.
Encontro muitas mensagens no Facebook que me fazem lembrar alguma coisa, que me fazem pensar. Ontem foi essa ... ah Drummond...


Me fez pensar em sonhos, em planos, em desejos. Não realizei as coisas que mais quis, por motivos diversos, e não dá mais para realizá-las. Porém eu posso sair da minha zona de conforto e fazer algumas coisas que gostaria, eu que já cuidei de tanta gente, já realizei sonhos e desejos, acho que chegou a hora de pensar nos meus. 
Bem,  só contei para uma pessoa, precisava verbalizar, mas por enquanto não pretendo contar para ninguém, principalmente os mais próximos, pois acho que não vão ententer, e já sei tudo que vou ouvir. Mas é a minha vida, tenho que cuidar dela, de mim,  e eu decidi que vou chutar o balde de novo e vou ser ainda mais feliz.
Agora é esperar que o ano termine e que venha 2014!!!


1 de out de 2013

Carta de uma mãe para uma filha




Minha querida, o dia que você perceber que eu estou ficando velha, peço por favor, seja paciente e mas acima de tudo, tente entender o que estou passando.
Se quando conversamos eu repito a mesma coisa mil vezes, não interrompa para dizer: “você já disse a mesma coisa um minuto atrás” … Basta ouvir, por favor, tente se lembrar dos momentos em que você era pequena e eu lia para você a mesma historia noite após noite, para você cair no sono.
Quando você perceber como eu sou ignorante a respeito de uma nova tecnologia, dê-me o tempo para aprender e não olhe para mim desse jeito … lembre-se, querida, eu pacientemente ensinei-te a como para fazer muitas coisas, como comer adequadamente, como vestir, pentear seu cabelo, como se sentar e lidar com questões da vida todos os dias … quando você notar que eu estou ficando velha, peço que por favor, seja paciente, mas acima de tudo, tente entender o que eu estou passando.
Se eu ocasionalmente me esquecer do estávamos falando, me dê tempo para me lembrar, e se eu não puder, não fique nervosa, impaciente ou seja arrogante. Só sei que em meu coração a coisa mais importante para mim é estar com você. E agora quando velha, as pernas cansadas não me deixam agir tão rapidamente quanto antes, me dê sua mão da mesma maneira que eu ofereci a minha para você quando aprendia a andar.
Quando esses dias vierem não se sinta triste por estar comigo, e entenda que quando eu chegar ao fim da minha vida com amor eu irei valorizar e agradecer o tempo e a alegria que compartilhamos juntas.

Com um grande sorriso e grande amor que sempre tive por você, eu quero dizer, eu te amo … minha filha querida.”

21 de ago de 2013

A Negociação

Não guardo segredo prá ninguém sobre quem é o amor da minha vida! Que o diga as amigas que me seguiam no Facebook. E depois de muito esperar, finalmente pude assistir seu último filme.


Lançamento: 21 de dezembro de 2012 (1h 40min) 
Diretor: Nicholas Jarecki
Elenco: Richard Gere, Susan Sarandon, Tim Roth, Laetitia Casta
Gênero
Drama , Suspense
Nacionalidade
EUA

Robert Miller (Richard Gere), é um magnata da Bolsa de Valores que está tentando vender sua empresa milionária para um banco. Porém a negociação está mais difícil do que ele esperava e fica com medo que a auditoria descubra o que há de errado com a empresa e não aprove a negociação. No meio disso, ele sofre uma acidente de carro, onde uma pessoa morre, e ele pede ajuda a um amigo para poder escapar. Porém um detetive da polícia (Tim Roth), começa a investigar e tem certeza de sua culpa, e pode atrapalhar seus planos. 


Um ótimo filme que mostra bem os bastidores do mundo empresarial e o poder do dinheiro, sobre diversos aspectos, com um ótimo ritmo. Richard, infelizmente tem poucos motivos para sorrir, que é quando mais o amo, mas dá umas canjas ;)  No filme, casado com a maravilhosa Susan Sarandon, que apronta uma bela surpresa para ele.

dois lindões!!!!

Ponto alto do filme: Richard, claro!
Ponto baixo do filme: A tal de Laetitia Casta, francesinha que nunca ouvi falar, e que fica de assanhamento com meu Richard.


20 de ago de 2013

Para refletir - A difícil arte de ser você mesmo

A difícil arte de ser você mesmo - Roberto Recinella




Você já se perguntou por que é tão difícil ser você mesmo?

Na realidade buscamos seres humanos iguais ou semelhantes a nós, pessoas com as mesmas opiniões, sentimentos, valores e crenças, por isso a diferença nos outros nos incomoda tanto, eles traem nossos princípios, logo julgamos que devem estar errados e lhes falta experiência ou conhecimento para evoluir até o nosso estado de grandeza.

Poucas pessoas possuem a coragem de realmente ser elas mesmas, a pressão contrária é muito grande e assim a maioria tenta se adequar ao comportamento social vigente e assim aos poucos se transforma naquilo que não é, afundando-se em falsas palavras, atitudes e sentimentos, causando aos outros uma sensação de sempre estarmos senhores da situação. Pura ilusão.

A cada dia distanciamo-nos um pouco mais de nós mesmos, e como numa neblina, um vazio frio e úmido passa a nos envolver. Nossos dias começam a se tornar tristes, nossas amizades vazias, pois nos enterramos em conceitos que não são nossos para parecer agradáveis aos outros, esquecendo de nossa verdadeira essência. 

Numa de minhas viagens encontrei com um morador de rua que sempre estava no mesmo lugar, não pedia nada, apenas olhava para o horizonte, um dia parei, lhe dei um sanduíche e sentei para conversar. Ele me contou sua historia, família, trabalho, amigos, ouvi com atenção e finalmente lhe perguntei o que havia lhe acontecido para ele decidir viver assim, nunca esqueci a sua resposta: 

"Eu me perdi de mim mesmo".

Quantas pessoas estão hoje perdidas de si mesmas, vivendo valores, crenças, sentimentos e metas coletivas que não são suas, tentando alcançar um modelo de ser humano que a maioria das pessoas prega, mas não pratica.
Quantas pessoas magoam-se a si mesmos pelo temor gerado diariamente pela sociedade de que alguém possa rir de você, o medo de perder algo ou alguém, que percam o respeito por você, medo da rejeição ou mesmo para não magoar os outros. 

Você já parou para pensar o quanto estes medos e ferramentas de manipulação limitam os seus talentos.

Segundo Ralph Waldo Emerson você deve insistir em si mesmo; nunca imite. Seu próprio talento você pode apresentar a cada momento com a força acumulada pelo cultivo de uma vida inteira; mas do talento adotado de outra pessoa você tem apenas uma extemporânea posse parcial. Faça o que foi designado para você, e nenhuma esperança ou ousadia poderão ser demais. 

Lembre-se, ninguém é perfeito, você possui qualidades e defeitos como todos os demais seres humanos e por isso devemos aprender a conviver com eles e aceita-los. A beleza e a diferenciação humana estão justamente nestas imperfeições, "até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro diria Clarice Lispector. 

Também esqueça a diplomacia, ser diplomático significa ser outra pessoa. Quer melhor sinônimo para hipocrisia do que, diplomacia? Seja simplesmente você mesmo! Não minta para si mesmo. Você não merece!

Não precisa temer uma punição. Porque temos que ser assombrados pelo medo do julgamento alheio?

Ser você mesmo é uma tarefa difícil e exaustiva. É uma tarefa diária, pois a todos os momentos sofremos influências profundas para, de alguma forma, reconstruir nossa personalidade seja da família, da escola, da Igreja, da empresa, do clube, dos amigos e dos inimigos.

Mesmo com este processo de reconstrução constante não somos aceitos pelo que somos. Somos aceitos pelo que os outros querem que sejamos. E então, mudamos. Vivemos mudando. Mudamos nosso jeito de falar, de se vestir, de ver o mundo, nossos gostos musicais, nosso modo de se divertir e de repente você acorda numa manhã qualquer e não se reconhece mais. È neste momento que você descobre que se perdeu de si mesmo.

Tenho consciência de que mudar é a nossa única certeza na vida, é inevitável desde que isso seja feita para o seu próprio desenvolvimento pessoal, não para agradar os outros ou construir personagens politicamente corretos.

Como diria Pablo Picasso "qualquer outro terá todos os meus defeitos, mas nenhuma das minhas virtudes."

Assuma o seu "EU" verdadeiro, pare de representar papeis socialmente corretos, crie o seu próprio espaço, solte as rédeas do seu verdadeiro talento. Acredite em si mesmo, aceite seus defeitos e qualidades e siga em frente.

19 de ago de 2013

Dia da Fotografia

Escolher uma fotografia é uma missão quase impossível.
Escolhi essa porque quando a vi, nesse final de semana, desejei imensamente estar ali em cima.
Uma imensa sensação de paz.




Uma semana abençoada!!!




18 de ago de 2013

Um Porto Seguro - livro e filme


“Nos momentos mais difíceis, o amor é o único refúgio” 


Autor: Nicholas Sparks
Titulo: Um Porto Seguro
Selo: Novo Conceito
Ano: 2012
Edição: 1
Número de páginas: 416  

Sinopse: Quando uma mulher misteriosa chamada Katie aparece repentinamente na pequena cidade de Southport, na Carolina do Norte, questionamentos são levantados sobre seu passado. Linda, mas discreta, Katie parece evitar laços pessoais formais até uma série de eventos levá-la a duas amizades relutantes: uma com Alex, o viúvo, com um coração maravilhoso e dois filhos pequenos, a outra com sua vizinha muito franca, Jo. Apesar de ser reservada, Katie começa a baixar a guarda lentamente, criando raízes nessa comunidade solícita e tornando-se próxima demais de Alex e de sua família. No entanto, quando Katie começa a se apaixonar, ela se depara com o segredo obscuro que ainda a assombra e a amedronta: o passado que a deixou apavorada e a fez cruzar o país para chegar no paraíso de Southport. Com o apoio simpático e insistente de Jo, Katie percebe que deve escolher entre uma vida de segurança temporária e outra com recompensas mais arriscadas... e que, no momento mais sombrio, o amor é seu único refúgio.

Havia poucos meses que Katie chegara a Southport, na Carolina do Norte, um apequena e tranqüila cidade. Morava numa casinha afastada, que nada tinha de seu, muito simples e que devagar ela ía arrumando, e trabalhava como garçonete num restaurante a beira da praia. Não tinha amigos e as poucas pessoas com quem se relacionava eram os colegas de trabalho, dos quais sempre mantinha alguma distância e ninguém sabia nada sobre ela. Sempre que perguntavam porque havia vindo para a cidade, respondia: “para recomeçar”. 
Numa das tardes que sentara na varanda para tomar um café e ler livros que pegava na biblioteca, Katie foi surpreendida por Jo, que acabara de se mudar para a casinha junto da dela. A partir daí Katie passaria a ter uma amiga, alguém com quem conversar, mas sempre com muito cuidado para não falar do seu passado, passado que ainda a aterrorizava e que ela sabia que podia ressurgir a qualquer momento. 
Alex era dono de um mercado, viúvo e tinha dois filhos pequenos. Sempre que Katie ía lá ele ficava observando-a, desde pelas poucas coisas que comprava, até por sua beleza. Tentou de diversas formas puxar assunto com Katie, mas ela sempre respondia de forma vaga mostrando que não queria nenhuma aproximação. Foi por causa dos filhos de Alex que ele e Katie acabaram se aproximando. Ele já muito interessado e ela fazendo de tudo para manter distância. Porém Alex não desistia e devagarinho a foi conquistando. Ele sabia que ela guardava um segredo, mas respeitava isso e procurava não apressar nada. Por outro lado a relação de Katie com Jo ficava mais próxima e era essa nova amiga que conseguia ajudá-la a querer tentar uma nova vida, de acreditar que poderia ser feliz e a se livrar desse segredo. Vamos acompanhar Katie se abrir a nova amizade e a nova paixão que surgiam. E num determinado momento o autor nos mostra o segredo de Katie, intercalando presente e passado, até que os dois se encontram.
Apesar de já ter uma ideia do que era o segredo de Katie e imaginar o que aconteceria, encontrei uma história muito bem contada e que me prendeu à leitura. E o melhor de tudo é que Nicholas nos presenteia com uma bela surpresa no final, adoro ser surpreendida. Li o livro em duas noites/madrugadas, e isso não seria possível se não fosse um ótima história.


Título: Um Porto Seguro (Safe Haven)
Lançamento:19 de abril de 2013 
Diretor: Lasse Hallström
Elenco: Julianne Hough, Josh Duhamel, Cobie Smulders, David Lyons
Gênero: Romance , Drama


Eu não gosto de comparar livro e filme, são duas linguagens diferentes, e os dois podem ser bons, mas esse me incomodou demais da conta. Mesmo sabendo que o filme é "baseado" no livro, a roteirista deixou muito a desejar. O que poderia ser um ótimo filme, ela conseguiu fazer algo muito superficial. 
Quem não leu, pode gostar, é uma história de amor bem legalzinha e cheia de clichês. Mas quem leu, dificilmente gostará. Eu me perguntei diversas vezes o porquê dela ter deixado de lado ou modificado momentos, coisas que só acrescentariam e que eram fácil de estar nele. Enfim, é dessas coisas que a gente nunca vai entender.


Resenhas inicialmente escritas e publicadas na Saleta de Leitura

Uma ótima semana!!

15 de ago de 2013

Amar e Desamar

Noto que cada vez mais é difícil as pessoas entenderem, ou pelo menos respeitarem o jeito de ser do outro. Isso se dá, principalmente, porque acreditam que o jeito delas serem é que é o correto, que é como deveria ser, como o outro deveria agir. Num mundo de bilhões de pessoas onde acredito que não existam duas iguais encontramos tantos julgamentos, tanta falta de respeito, tantos rótulos, tantos donos da verdade. Eu não sei se o meu jeito de ser é o correto, mas sei que é o meu jeito. Eu conheço meus sentimentos, minhas reações e minhas dores. Eu aprendi a melhor forma, para mim, de cuidar delas, e mesmo a maioria das pessoas não entendendo, muitas não respeitando, não vou mudar, pois sei o que é melhor para mim, sei do que preciso, e há muito passei do tempo de me preocupar com o que vão pensar. Quando algo mexe comigo numa proporção muito grande, preciso ir para minha caverna, ficar quietinha, lamber a ferida, e traçar o caminho dali prá frente. Sou uma pessoa que custa dar um basta em determinadas coisas, que custa deixar seu limite ser alcançado, mas que quando isso acontece, algo se quebra para sempre, e depois que quebra, não adianta colar.
Não sou perfeita, ninguém é. Sei dos meus defeitos, gostaria de mudar, mas alguns são bem difíceis. Sei que da mesma forma que sou magoada, também magoo. Muitas vezes tenho atitudes que me arrependo, e muitas vezes não é fácil consertar, mas eu sempre tentei. Também fui aprendendo a me calar para não magoar, concordar para não brigar, mas isso chega num ponto que não dá mais para seguir e aí você começa a cobrar, perde sua paciência. O resultado depende muito do outro, pois se você está nessa briga com alguém que se acha perfeito, se acha o dono da verdade, que faz a você coisas que detesta que façam com ele, chega o momento que fica difícil continuar. Chega o momento que nem o amor, por maior que seja, resiste e consegue manter as coisas firmes.
Amar e desamar... Amar alguém com todas as suas forças e aos poucos ir vendo a imagem da pessoa ser desconstruída, ir vendo que na verdade não a conhece, que não é seu porto seguro, que não pode contar com ela para desabafar os sentimentos mais íntimos, aqueles guardados na última gaveta do seu coração, que tanto doem, porque ela é incapaz de uma palavra, um gesto para amenizar sua dor. Amar e desamar... Sim, chega a hora pior, a de desamar, a de deixar de lado o que de bom que você via e passar a olhar o outro lado. A hora do herói virar bandido. A hora que você precisa fazer isso para não mais sofrer. Esse é um caminho muito difícil, espinhoso, doído, e que você tem que caminhar sozinha, tem que sentir toda a dor, para poder encontrar uma forma de seguir. Sempre achei que quando falamos do problema, nosso coração fica mais leve, pensamos melhor sobre ele, mas como em raras vezes aconteceu, não tenho vontade de falar, talvez porque eu ache que nesse momento é melhor não aliviar o coração, para que a intensidade me ajude a pensar melhor; talvez porque já sei o que as pessoas diriam e de nada adiantaria, pois mesmo com toda boa intenção, com carinho, não conhecem a intensidade do que sinto e muito menos tudo que envolve a história para chegar onde chegou.
Sei que as pessoas que gostam de mim e que sabem que estou num momento difícil, mas não sabem o que está acontecendo, se preocupam, e peço desculpas por isso, mas nesse momento preciso ser um pouco egoísta. Me afastar das redes sociais foi uma decisão para o meu bem. Não sou muito disciplinada, então manter minhas contas, me faria entrar lá ao menos para dar uma olhada e eu preciso de foco. Tem sido bom esse afastamento para estar mais comigo mesmo, para aproveitar melhor minha companhia, para tentar entender melhor a nova realidade e saber como vivê-la.
Embora que com a minha saída das redes sociais, tenha aparecido quem me chamou de bipolar, quem insinuou que fiz aquilo por efeito do vinho que bebi no almoço, que foi para chamar a atenção, tenha dado motivo para tititi nos grupos e até anônimo ter aparecido no outro blog, pois o que não falta é gente com tempo sobrando e usando para esse tipo de coisa, eu prefiro olhar e agradecer aqueles que sei que, de verdade se preocupam, que de verdade gostam de mim, e se gostam de mim, me respeitam e torcem por mim. Mas como sempre fiz, eu voltarei. E isso terá um lado muito bom, ser mais seletiva nas pessoas com quem me relacionar, menos quantidade e mais qualidade.

OBS. antes que alguém pense, não me refiro a nenhuma relação homem mulher, viu? ;)

  "Aprendi com as primaveras a me deixar cortar para poder voltar sempre inteira." Cecília Meireles



foto minha - outono em Paris

Que venha a primavera!!!

23 de jun de 2013

Filme: Injustiçados (The Exonerated)


INJUSTIÇADOS

Título original: The Exonerated
Duração: 95 minutos (1 hora e 35 minutos)
Gênero: Drama
Direção: Bob Balaban
Ano: 2005
País de origem:EUA
Elenco: Susan Sarandon, Brian Dennehu, Denny Glover, 
Delroy Lindo, Aidan Quinn e David Brown Jr.



Injustiçados conta a história de seis pessoas que passaram pela mesma experiência, foram condenadas a morte por crimes que não cometeram e que conseguiram se livrarem das execuções pouco antes de acontecerem
. No filme cada um conta sua história, fala de seus sentimentos e emoções de uma forma bem diferente, pois não há cenário, apenas um fundo preto, mesmo quando assistimos interrogatórios ou parte de julgamentos. Com isso o que nos resta é a primorosa interpretação do  ótimo elenco, pois a única coisa que pode ajudá-los é o trabalho de iluminação que também foi muito bem feito. Todas as histórias são reais e foi escrita a partir de depoimentos e cartas de pessoais reais.
A pena de morte é um assunto que mexe muito comigo, sou contra, e sempre fico assustada quando ouço sobre algum caso de pessoa que está preste a morrer  e descobrem que ela é inocente. Penso nos anos que lhes foi roubados, no que deve ter passado, nos sentimentos que tinham. No filme podemos conhecer melhor sobre isso através das seis histórias dessas pessoas tão diferentes uma das outras, e que vão sendo intercaladas também de uma forma muito bem feita.
Quando comecei a assistir e vi que teríamos apenas os atores, sem cenário, estranhei, mas fato é que não consegui fazer mais nada ao mesmo tempo, precisava prestar atenção nas histórias, nos olhares, nos sentimentos contados e agora sentidos ao contarem, meio que hipnotizada. E o elenco foi perfeito!!!
No final, cada um fala de como foram suas vidas após sairem da prisão, e algo dito por David Keaton (Danny Glover), me marcou.

"O principal ajuste era voltar a ter sentimento. Na prisão, você não pode se permitir sentir muita coisa. Quando você sai precisa praticar. Tive de praticar muito para voltar a ser humano."

20 de mai de 2013

A maldade humana não tem limite

Creio que semana passada o assunto mais comentado foi a cirurgia da Angeline Jolie. Não me pergunte se eu achei que ela fez certo ou errado, pois como eu escrevi nas redes sociais, acho que é uma decisão muito pessoal. Li os motivos dela e entendi. Fiquei com a impressão que ela tinha uma constante nuvem negra sobre a cabeça e que agora vai viver mais tranquila, embora sabendo que não está livre totalmente. 

Para quem não leu, AQUI



Duas coisas me chamaram mais a atenção, sendo a primeira de como a cirurgia é feita e segundo 
"Angelina também conta no artigo a importância da cirurgia para seus filhos. "É reconfortante saber que eles não veem nada que os deixe desconfortáveis. Eles veem minhas pequenas cicatrizes, e nada mais. Todo o resto é apenas a mamãe, do mesmo jeito que sempre foi. E eles sabem que os amo e que eu faria qualquer coisa para ficar com eles por todo o tempo que puder."

Mas eu queria mesmo é escrever sobre as coisas que li, de como foi julgada. A maioria das pessoas esqueceu de quem ela foi até hoje, da mulher linda, mãe amorosa, ótima atriz e uma humanista como poucas. Quantas vezes já a vimos mundo afora lutando pelas crianças e mulheres, e muitas vezes com marido (lindão do Brad) e filhos juntos com ela. Outro dia a vi discursando em reunião do G8 falando sobre as mulheres militares que são estupradas, e não é por inimigos apenas, mas pelos próprios colegas de tropa.
Li muita abobrinha, foi julgada e condenada sem pena!
Um sujeito escreveu um texto onde no título estava "heroína cretina". Tem pior que isso? Tem!!! Mulheres divulgando o texto e concordando.

Se quiser ler, está AQUI.

A última que vi foi essa:


"EXPOSED: Angelina Jolie faz parte de um inteligente esquema empresarial para proteger bilhões de dólares em patentes de genes BRCA para influenciar a decisão do Supremo Tribunal Federal"

AQUI

Bem, a mulher que ela é hoje, não me dá motivos para não acreditar nas declarações dela. Se não for, prefiro ser a boba, a ingênua, do que a "esperta" que tudo sabe e ninguém engana e cometer leviandade.


Angelina Jolie ao lado de sua mãe, Marcheline Bertrand

29 de abr de 2013

uma nova experiência... difícil, mas sobrevivi.

Eu não tenho problema algum por morar sozinha, ao contrário, gosto muito. É claro que só consegue viver bem assim, quando se olha as coisas boas disso, como fazer o que quer, quando quer, do jeito que quer. Quando você tem muitas coisas para ocupar seu tempo e ele acaba sendo pouco para tudo que quer fazer. E principalmente, quando você vive bem consigo mesmo. Ah e tem a parte de não ficar olhando para como seria se você tivesse uma família e tal, porque ficar pensando no "se" não lhe permite viver o que você tem. Tudo tem o lado bom e ruim e eu olho o lado bom do que eu tenho e o aproveito muito.


Mas se tem um momento que sinto falta de alguém é quando fico doente e a saudade maior é de mãe. A minha sempre nos tratou com muito carinho e atenção nesses momentos e sinto muito a sua falta, a gente quando doente virá meio criança, não importa a idade que tenha.
Desde que perdi a minha, minhas doenças foram gripes, crises alérgicas ou da fibromialgia. Porém desde quarta-feira passada uma virose se apoderou de mim, mas não uma qualquer, uma das grandes, com tudo de dengue sem ser dengue. Graças a Deus ela chegou no momento em que eu tinha encerrado um período de muito trabalho, e como eu andava dormindo muito mal e comendo pior ainda, creio que ajudou para que ela fizesse mais estrago. Estou no sexto dia e ainda me sinto longe de me sentir bem. Foi o pior momento de morar sozinha, como faz falta alguém para cuidar da gente. Claro, a gente sobrevive pois não tem jeito.
Foi mais um experiência que me ensinou muito, já que é na dor que mais aprendemos. Senti falta de abraço, de uma comidinha na cama sem que eu tivesse que levantar para fazer, de amparo na hora que passava mal, e outras coisinhas que fazem diferença.
Eu que já pensava em fazer umas mudanças na minha vida (leia post anterior), tive tempo e pude avaliar outras mudanças, mudanças de hábito, na forma de ver coisas e pessoas. O corpo doeu muito, mas o coração doeu muito mais. Mas da próxima vez será mais fácil :)
Agradeço a Deus pela força que me deu para viver esse momento <3


Preciso adotar um ratinho.



10 de mar de 2013

Um tempo só para mim

Vocês lembram quando contei aqui no blog de como me tornei artesã? (aqui e aqui) Foi uma grande virada na minha vida e a partir daí eu mergulhei no artesanato. Embora ele não consiga pagar todas as contas, ele ajuda a gastar menos do dinheiro que tenho guardado desde que parei de trabalhar fora, dinheiro esse que tinha que durar até sair a aposentadoria. Durou, graças a Deus! Aposentadoria sai em julho \o/
O começo de um novo trabalho é sempre difícil, precisava conquistar clientes e além do mais comecei com algo que nunca havia feito, a decoupagem. Tenho que agradecer muito a diversas artesãs que conheci em comunidades do orkut e que muito me ajudaram. Primeiro os amigos e devagar, graças ao blog e amigos que o divulgaram, clientes foram chegando. Nesses anos trabalhei muito, 12h, 14h 16h por dia, de segunda a segunda. O que mais trouxe clientes foi caixinhas de lembrancinhas de aniversário e foram muitas e muitas até eu não aguentar mais. Eu tenho muita necessidade de fazer coisas diferentes e aí fui fazendo peças diferentes para poder mostrar. Com o tempo, já com uma clientela e o blog bem conhecido, comecei a arriscar outros trabalhos e fui para o feltro, que também amo fazer.
Graças a Deus, nesses pouco mais de 5 anos, nunca fiquei sem encomenda, isso é muito bom, mas também tem um lado que me incomoda há muito tempo, não ter tempo de fazer outras coisas, aprender outras técnicas, realizar novos projetos. Para terem ideia nunca consegui fazer um bazar de Natal por falta de tempo de fazer peças, já que as encomendas tomavam todo meu tempo. Vocês não fazem ideia de quanto material tenho aqui que não consigo tempo para usar. São peças de mdf, tecidos, projetos que compro nas feiras, tudo guardadinho.
Com a aposentadoria chegando, também decidi que é chegada a hora de um pouco de descanso e realizações. Quero dias sem compromissos, quero executar esses projetos de trabalho, quero fazer essas peças, usar os materiais que tenho aqui e quero arrumar meu apartamento (sobre isso escreverei em outro post). Sendo assim, não estou pegando encomendas para o período maio a agosto. Sim, 4 meses para mim!!! Não mereço? ;)
Durante esse tempo vou postar no Artes da Luci tudo de novo que for fazendo, muitas para venda, outras para meu apê, já que ele não tem nada feito por mim. Aliás também vou aproveitar esse tempo para dar umas mexidas nos blogs. É isso! Gostaram da novidade? Sou doida?


beijos e uma semana abençoada!!!!!



3 de mar de 2013

Eu e o Facebook - um desabafo

Estamos sempre mudando, mas há mudanças que acontecem independente da nossa vontade, e elas acontecem de tempos em tempos. Um exemplo meu foi quando completei 30 anos, mudei muito a forma de ver as coisas, as pessoas, a vida e fui notando isso aos poucos. Não sei se é a proximidade de completar 54 anos e começar a viver o 55º de vida, mas há mudanças acontecendo em mim. Aliás as últimas duas semanas tenho notado que ando mais sensível as coisas e também sem saber como agir em determinadas situações. Porém a mudança mais importante é que estou cansada desse bicho chamado ser humano. Claro que não é algo generalizado, que não me refiro a todas as pessoas do mundo, mas com certeza uma boa parte. Como esse tal bicho é complicado, e me incluo, pois percebo que sou complicada para algumas pessoas. Daí você que está lendo isso pode me perguntar "mas Luci, você mora sozinha, sai pouco de casa, como isso acontece?" e eu lhe respondo: "redes sociais". Através delas você consegue enxergar as pessoas muito melhor do que se ela estivesse apenas na sua vida real. 
Quem me conhece de verdade, sabe o quanto gosto de conversar, trocar ideias, brincar, mas também sabem que não sou perfeita, que sou cheia de defeitos como qualquer um. É só me acompanhar no facebook que saberá como sou, porque eu não crio uma personagem, como já fui acusada, mas eu evito passar meus maus momentos, evito ao máximo compartilhar coisas negativas, tento ao máximo não desrespeitar ninguém. Muitas vezes deixo de postar certas coisas porque sei que aquilo pode chatear alguém.
A verdade é que ando cansada de ser cobrada, de ser mal interpretada, de acharem que estou com raiva ou brigando por conta de algo que escrevo. Pessoas "boazinhas" que por conta de você responder algo, já aparecem com mensagem agressiva lhe chamando disso ou daquilo. Quase todos os dias alguém reclama por conta de eu não escrever no mural dela, não comentar nas suas postagens. Alguém que não acredita quando eu digo que não tenho determinado molde para dar e lhe chama de egoísta. Alguém que acha que eu tenho que responder sua mensagem imediatamente e eu demorei um pouco. Alguém que me perguntou algo em algum comentário e eu não vi e por isso não respondi e já vem com pedras na mão questionando. Evito  comentar em postagens de assunto polêmico, principalmente se é uma opinião contrária a minha, pois acho que cada um tem direito a escrever o que quiser, mas esquecem que eu tenho o direito de gostar ou não, de continuar "amiga" da pessoa. Raramente comento, só o faço na intenção de conversar sobre com pessoas que conheço muito e acho que vão entender e trocar ideia comigo, mas aí você leva uma resposta no meio da cara mostrando o contrário. Nossa, como já me decepcionei com pessoas que me eram muito queridas. Olha, tá difícil! 
Sei que você pode pensar, como muita gente já me disse, para deixar essas pessoas prá lá, não perder tempo com isso, mas eu não sei simplesmente ignorar certas coisas. Sim, porque o que me incomoda e até me entristece, é ver no geral como muito ser humano é. O prazer que tem de ser mau, de usar seu tempo para criticar, ofender, cobrar, hostilizar. Como muita gente vem lhe contaminar com suas frustrações e infelicidade. Eu convivi por muitos anos com um pai que gostava de ser infeliz e tinha prazer em nos contaminar com isso, e foi muito difícil aprender a conviver sem se tornar também uma pessoa infeliz. 
O facebook é para mim um lugar de encontrar gente que gosto, de me divertir, de compartilhar as coisas que vejo e aprendo, tanto da vida como das artes, isso me dá prazer. Infelizmente tenho recebido tanta coisa negativa que esse prazer anda abalado, quase nem tenho vontade de aparecer lá, e só apareço pelas pessoas que gosto e que tenho a certeza que também gostam de mim. Acreditam que essa noite eu sonhei que estava respondendo mensagens por causa da cobrança? Foi onde vi que cheguei num limite do tanto que certas coisas andam me chateando e até entristecendo, quando vem de quem nem esperava. Preciso mudar lá, mas ainda não sei exatamente como.
Eu tenho trabalhado uma média de 16h por dia, preciso ganhar dinheiro e pagar minhas contas, pois não tenho nenhum recebimento fixo e nem marido para bancar as despesas. Mesmo assim eu tiro alguns tempinhos no dia para ir lá me distrair, dar atenção a amigos e clientes. Nesses tempinhos eu quero energia boa, mas tem hora que entro e leio algo que já me desagrada e acabo saindo sem ler mais nada ou escrever algo. Quando eu entro no face, vou direto prá minha Linha do Tempo ver minhas notificações, ler comentários, curtí-los, respondê-los, quando necessário. Poucas vezes no dia vou na Página Principal ler as postagens das pessoas, porque meu tempo é pouco e sabemos que se não nos policiarmos vamos ficando e eu preciso trabalhar. Quando posto e comento mais é quando estou sentada ao lado do pc e o que estou fazendo me permite trabalhar e interagir. Só de "amigos" são mais de 2.000, mais 1.600 e tal de assinantes. Ultimamente cada vez que entro nunca tenho menos de 200 notificações. Também sabemos que o face não mostra as postagens de todo mundo que temos como amigos, não entendo o critério de seleção deles.Com isso perco muitas postagens importantes, como aniversário do filho de uma amiga, alguém que ficou doente e eu nem comentei nada. Então, seu eu não tenho curtido e/ou comentado suas postagens, me desculpa, mas posso não ter visto, ou porque o face não me mostrou ou porque não tive tempo de ficar rolando os feeds recebidos. Desculpa se você me pediu algo e eu não pude atender. Desculpe se me perguntou algo e eu não respondi, com certeza é porque não vi.
O que sei nesse momento é que estou cansada e desmotivada. Minha espontaniedade em postar, opinar, brincar, está meio perdida e não gosto de fazer nada só por fazer. Então, por favor, amigos queridos, entendam minha pouca presença nesse momento, mas sei que voltarei como antes assim que resolver tudo isso em mim, assim que souber o que vou mudar por lá para que consiga tirar essa negatividade do meu centinho virtual.
E me desculpem essa imensa postagem, que poderia ficar ainda maior se eu não estivesse vendo a hora passar em pleno domingo e saber que preciso trabalhar.

PS Não revisei o texto, então perdoem os erros.

Um domingo abençoado para todos nós!







25 de fev de 2013

Oscar 2013 - meus momentos

Confesso que não assisto ao Oscar para ver quais serão os premiados, pois isso posso ver no dia seguinte, mas assisto para ver momentos especiais e meus amores.
Ainda não assisti a nenhum dos filmes, mas assistirei e escreverei sobre.

Preciso dizer o que mais gostei? Muito amor!!!!







emocionante!!


maravilhosa!!!



Além de lindos,cantam

Impagável ver Michael Douglas anunciando vencedor,
com sua linda voz, após vencer o cancêr na garganta


O charme de sempre!!!


Me emocionei com a emoção de Ben Affeck


As lindas e elegantes da noite!




Apaixonada por ela, não vejo a hora de assistir Lincoln


A grande certeza da noite, é que, pela pequena cena que mostraram,
não sei se terei condições de assistir Amour.
Doeu fundo....


Na platéia muitos que sou fã e adoro vê-los nos momentos atuais, descontraídos


Observação: Pena não ter tido  Melhor Diretor e Melhor Atriz (sim, prefiro esquecer essas partes)

20 de fev de 2013

Lar Doce Lar

Ontem depois de pouco mais de 5 anos, peguei ônibus para voltar par acasa no horário do rush. Mais de 1h do Centro ao Méier e em nenhum pedaço do caminho o trânsito estava livre, sempre um mar de veículos à frente e nos arrastávamos. Conclusão, hoje estou muito cansada. Geralmente me canso quando saio por conta de pouco fazer isso, mas ontem foi demais.
Ficar em casa vai desacostumando a gente de diversas coisas, a maioria ruim, então quando saio tento me preparar para o que vem pela frente. Ontem ao entrar no frescão, o motorista olhou minha nota de R$50,00 e num Jeito bem fofo e mal humorado já foi  dizendo que não tinha troco, que já tinha trocado para outra pessoa. Dei a nota a ele e disse bem calma, "sem problema" o senhor me dá o troco quando eu for descer".
Dentro do frescão, uma delícia diante do calorão lá fora, você espera por uma viagem tranquila, triste engano. E as pessoas que têm necessidade de falarem no celular em alto e bom tom? E aquela que usa rádio? Assim vai...
Aí você volta para casa e agradece a Deus por toda a quietude. Nada de barulho de trânsito, nada de gente falando no celular, nada de gente mal humorada, nada de vendedores mal treinados, nada de gente gritando,  nada de gente ti esbarrando, nada de nada de nada, só sua paz. Quer me matar? eu precisar ir a shopping! Quando necessário é no dia e horário que tenha menos movimento e só na loja que preciso ir. No Saara só vou as lojas onde tenho que comprar e já é demais. Ficar passenado olhando produtos pelas lojas? aff...
Muita gente implica porque saio pouco, acho que isso vai de cada pessoa.. Adoro ficar em casa, o que não quer dizer que sou anti-social, pois adoro receber em casa. Gosto de ficar aqui com meus livros, filmes, meu trabalho, mexer nas minhas coisas, e quando quero papear, venho prá net :)
Para aumentar minha alegria de não precisar sair, O Tutti Frutti (hortifruti) está entregando em casa, e o Extra agora vende pelo site. Ó delícia!!! Nada se supermercado e sacolão \o/. 


E você, gosta de bater perna? :)

beijo dessa quase ermitã ;)

25 de jan de 2013

meus novos heróis


Vincent (Jay Ryan) de Beauty and the Beast 



John Reese (Jim Caviezel) Person of Interest



Sherlock Holmes (Jonny Lee Miller) Elementary



Matthew Casey (Jesse Spencer ) Chicago Fire



Kelly Severide (Taylor Kinney) Chicago Fire

O que acharam?
Muito colírio, né mesmo?

18 de jan de 2013

Walmor, obrigada!


Conforme vamos ficando mais velhos, uma das coisas que vivemos é dar adeus a pessoas que tanto admiramos, que nos fizeram rir, chorar, que nos emocionaram enfim. Quantas de nós suspiraram por essa cabeleira branca.
Acompanhando nas redes sociais, vejo uma porção de pessoas comentando sua ida mais para falar da suspeita de suicídio, do que pela perda, porque a maioria nem conhece seu trabalho direito. Se for, só a pessoa e Deus sabem o porquê, e só cabe a Ele julgar.
Eu me despeço agradecendo os momentos que me proporcionou com seu trabalho.



5 de jan de 2013

Um Dia - filme e livro



Autor: David Nicholls
Editora: Intrínseca
Páginas: 416
Ano: 2011


Sinopse: Dexter Mayhew e Emma Morley se conheceram em 1988. Ambos sabem que no dia seguinte, após a formatura na universidade, deverão trilhar caminhos diferentes. Mas, depois de apenas um dia juntos, não conseguem parar de pensar um no outro.
Os anos se passam e Dex e Emma levam vidas isoladas - vidas muito diferentes daquelas que eles sonhavam ter. Porém, incapazes de esquecer o sentimento muito especial que os arrebatou naquela primeira noite, surge uma extraordinária relação entre os dois.
Ao longo dos vinte anos seguintes, flashes do relacionamento deles são narrados, um por ano, todos no mesmo dia: 15 de julho. Dexter e Emma enfrentam disputas e brigas, esperanças e oportunidades perdidas, risos e lágrimas. E, conforme o verdadeiro significado desse dia crucial é desvendado, eles precisam acertar contas com a essência do amor e da própria vida.

Apesar de Emma (Anne Hathaway) e Dexter (Jim Sturgess) terem feito juntos a faculdade, só se “encontraram” no dia da formatura. Ela já o tinha notado e o achava lindo, e por isso, ela que se achava feia e sem graça, ficou radiante por estar com ele. Terminam o dia na cama e dormem juntos, mas apenas dormem juntos. Após a formatura suas vidas tomariam caminhos diferentes, mas quem sabe poderiam ser amigos e se reencontrarem?
Era 15 de julho, Dia de São Swithin, e a história deles é contada sempre no dia 15 de julho ao longo de 20 anos, de como estava a vida deles naquele dia em cada ano e o que haviam vivido no último ano. Assim vamos acompanhando a vida de cada um e a amizade (?) que os une. Os dois são muito diferentes e o ponto alto para mim é justamente os personagens, muito bem construídos, são bem melhores que a própria história. Emma é inteligente, espirituosa, sonhadora, cheia de ideais, tem baixa auto-estima, insegura e pouquíssimas posses. Dexter, é rico, bom vivant, não sabe o que quer da vida, totalmente perdido, inconsequente e arrogante. Eu não posso falar muito sobre Dexter, pois cheguei a ter raiva dele, acho que ele não merecia Emma e me pergunto até agora se ele realmente a amava.
Comecei pelo filme e separei os lencinhos de papel, já que diversas pessoas me disseram que seria impossível não me emocionar. Não aconteceu, já assisti filmes onde o ponto alto da história era igual e me causou mais impacto e me emocionei de verdade. Confesso que se não tivesse lido tantos elogios, teria parado de assistir o filme antes da metade, mas fiquei pensando, não pode ser, tem que melhorar muito em algum momento. Quando terminei de assistir, tinha certeza de que o livro deveria ser melhor, e na minha opinião realmente é. Ler sobre os sentimentos, os pensamentos deles faz uma grande diferença. Além disso apesar de pessoas dizerem que tudo que está no livro, está no filme, não é verdade. No livro você conhece muito mais cada personagem, principalmente Dexter, que no filme você não consegue ter a verdadeira dimensão sobre ele.
Há ótimos diálogos, mas também há muita coisa que julguei desnecessária. É um bom livro, vale a pena ser lido, mas na minha opinião está longe de ser classificado como maravilhoso e inesquecível como muita gente o classificou. 
Uma opinião final bem pessoal : Nenhuma mulher deveria ser tratada como Dexter a tratava.
Uma curiosidade minha: Jim Sturgess não me convenceu como Dexter e quando li o livro a imagem dele que veio sem que eu procurasse por uma, foi a do Johnny Depp :D Já Anne Hathaway é a própria Emma, não poderia ter sido outra atriz.

O roteiro do filme foi escrito pelo próprio autor e isso me fez entender menos certas pequenas mudanças que ele fez. Acredito que se o roteiro tivesse sido escrito por outra pessoa teria sido bem melhor

4 de jan de 2013

Cuidando do coração

Se existe uma coisa que eu evito, é endurecer meu coração. Por mais decepções que eu tenha, e sei que sempre terei, por mais que me entristeça ao ver certas coisas, por mais momentos de raiva ou revolta, não quero me deixar contagiar pelo negativismo, pela desesperança. 
Um coisa que faço para manter minha sensibilidade, minha crença no mundo e nas pessoas, é assistir filmes que me emocionam, filmes que posso assistir trocentas vezes que me emocionam como se fosse a primeira vez. 
Nos últimos dias tenho feito isso, e para quem gosta de filmes assim eu recomendo três:

A história de uma linda amizade entre duas pessoas muito diferentes.
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Um menino cria um jogo, que dá certo, e modifica a vida de muitas pessoas
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Uma emocionante história de quatro irmãs
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E você, o que faz para cuidar do seu coração?