21 de ago de 2013

A Negociação

Não guardo segredo prá ninguém sobre quem é o amor da minha vida! Que o diga as amigas que me seguiam no Facebook. E depois de muito esperar, finalmente pude assistir seu último filme.


Lançamento: 21 de dezembro de 2012 (1h 40min) 
Diretor: Nicholas Jarecki
Elenco: Richard Gere, Susan Sarandon, Tim Roth, Laetitia Casta
Gênero
Drama , Suspense
Nacionalidade
EUA

Robert Miller (Richard Gere), é um magnata da Bolsa de Valores que está tentando vender sua empresa milionária para um banco. Porém a negociação está mais difícil do que ele esperava e fica com medo que a auditoria descubra o que há de errado com a empresa e não aprove a negociação. No meio disso, ele sofre uma acidente de carro, onde uma pessoa morre, e ele pede ajuda a um amigo para poder escapar. Porém um detetive da polícia (Tim Roth), começa a investigar e tem certeza de sua culpa, e pode atrapalhar seus planos. 


Um ótimo filme que mostra bem os bastidores do mundo empresarial e o poder do dinheiro, sobre diversos aspectos, com um ótimo ritmo. Richard, infelizmente tem poucos motivos para sorrir, que é quando mais o amo, mas dá umas canjas ;)  No filme, casado com a maravilhosa Susan Sarandon, que apronta uma bela surpresa para ele.

dois lindões!!!!

Ponto alto do filme: Richard, claro!
Ponto baixo do filme: A tal de Laetitia Casta, francesinha que nunca ouvi falar, e que fica de assanhamento com meu Richard.


20 de ago de 2013

Para refletir - A difícil arte de ser você mesmo

A difícil arte de ser você mesmo - Roberto Recinella




Você já se perguntou por que é tão difícil ser você mesmo?

Na realidade buscamos seres humanos iguais ou semelhantes a nós, pessoas com as mesmas opiniões, sentimentos, valores e crenças, por isso a diferença nos outros nos incomoda tanto, eles traem nossos princípios, logo julgamos que devem estar errados e lhes falta experiência ou conhecimento para evoluir até o nosso estado de grandeza.

Poucas pessoas possuem a coragem de realmente ser elas mesmas, a pressão contrária é muito grande e assim a maioria tenta se adequar ao comportamento social vigente e assim aos poucos se transforma naquilo que não é, afundando-se em falsas palavras, atitudes e sentimentos, causando aos outros uma sensação de sempre estarmos senhores da situação. Pura ilusão.

A cada dia distanciamo-nos um pouco mais de nós mesmos, e como numa neblina, um vazio frio e úmido passa a nos envolver. Nossos dias começam a se tornar tristes, nossas amizades vazias, pois nos enterramos em conceitos que não são nossos para parecer agradáveis aos outros, esquecendo de nossa verdadeira essência. 

Numa de minhas viagens encontrei com um morador de rua que sempre estava no mesmo lugar, não pedia nada, apenas olhava para o horizonte, um dia parei, lhe dei um sanduíche e sentei para conversar. Ele me contou sua historia, família, trabalho, amigos, ouvi com atenção e finalmente lhe perguntei o que havia lhe acontecido para ele decidir viver assim, nunca esqueci a sua resposta: 

"Eu me perdi de mim mesmo".

Quantas pessoas estão hoje perdidas de si mesmas, vivendo valores, crenças, sentimentos e metas coletivas que não são suas, tentando alcançar um modelo de ser humano que a maioria das pessoas prega, mas não pratica.
Quantas pessoas magoam-se a si mesmos pelo temor gerado diariamente pela sociedade de que alguém possa rir de você, o medo de perder algo ou alguém, que percam o respeito por você, medo da rejeição ou mesmo para não magoar os outros. 

Você já parou para pensar o quanto estes medos e ferramentas de manipulação limitam os seus talentos.

Segundo Ralph Waldo Emerson você deve insistir em si mesmo; nunca imite. Seu próprio talento você pode apresentar a cada momento com a força acumulada pelo cultivo de uma vida inteira; mas do talento adotado de outra pessoa você tem apenas uma extemporânea posse parcial. Faça o que foi designado para você, e nenhuma esperança ou ousadia poderão ser demais. 

Lembre-se, ninguém é perfeito, você possui qualidades e defeitos como todos os demais seres humanos e por isso devemos aprender a conviver com eles e aceita-los. A beleza e a diferenciação humana estão justamente nestas imperfeições, "até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro diria Clarice Lispector. 

Também esqueça a diplomacia, ser diplomático significa ser outra pessoa. Quer melhor sinônimo para hipocrisia do que, diplomacia? Seja simplesmente você mesmo! Não minta para si mesmo. Você não merece!

Não precisa temer uma punição. Porque temos que ser assombrados pelo medo do julgamento alheio?

Ser você mesmo é uma tarefa difícil e exaustiva. É uma tarefa diária, pois a todos os momentos sofremos influências profundas para, de alguma forma, reconstruir nossa personalidade seja da família, da escola, da Igreja, da empresa, do clube, dos amigos e dos inimigos.

Mesmo com este processo de reconstrução constante não somos aceitos pelo que somos. Somos aceitos pelo que os outros querem que sejamos. E então, mudamos. Vivemos mudando. Mudamos nosso jeito de falar, de se vestir, de ver o mundo, nossos gostos musicais, nosso modo de se divertir e de repente você acorda numa manhã qualquer e não se reconhece mais. È neste momento que você descobre que se perdeu de si mesmo.

Tenho consciência de que mudar é a nossa única certeza na vida, é inevitável desde que isso seja feita para o seu próprio desenvolvimento pessoal, não para agradar os outros ou construir personagens politicamente corretos.

Como diria Pablo Picasso "qualquer outro terá todos os meus defeitos, mas nenhuma das minhas virtudes."

Assuma o seu "EU" verdadeiro, pare de representar papeis socialmente corretos, crie o seu próprio espaço, solte as rédeas do seu verdadeiro talento. Acredite em si mesmo, aceite seus defeitos e qualidades e siga em frente.

19 de ago de 2013

Dia da Fotografia

Escolher uma fotografia é uma missão quase impossível.
Escolhi essa porque quando a vi, nesse final de semana, desejei imensamente estar ali em cima.
Uma imensa sensação de paz.




Uma semana abençoada!!!




18 de ago de 2013

Um Porto Seguro - livro e filme


“Nos momentos mais difíceis, o amor é o único refúgio” 


Autor: Nicholas Sparks
Titulo: Um Porto Seguro
Selo: Novo Conceito
Ano: 2012
Edição: 1
Número de páginas: 416  

Sinopse: Quando uma mulher misteriosa chamada Katie aparece repentinamente na pequena cidade de Southport, na Carolina do Norte, questionamentos são levantados sobre seu passado. Linda, mas discreta, Katie parece evitar laços pessoais formais até uma série de eventos levá-la a duas amizades relutantes: uma com Alex, o viúvo, com um coração maravilhoso e dois filhos pequenos, a outra com sua vizinha muito franca, Jo. Apesar de ser reservada, Katie começa a baixar a guarda lentamente, criando raízes nessa comunidade solícita e tornando-se próxima demais de Alex e de sua família. No entanto, quando Katie começa a se apaixonar, ela se depara com o segredo obscuro que ainda a assombra e a amedronta: o passado que a deixou apavorada e a fez cruzar o país para chegar no paraíso de Southport. Com o apoio simpático e insistente de Jo, Katie percebe que deve escolher entre uma vida de segurança temporária e outra com recompensas mais arriscadas... e que, no momento mais sombrio, o amor é seu único refúgio.

Havia poucos meses que Katie chegara a Southport, na Carolina do Norte, um apequena e tranqüila cidade. Morava numa casinha afastada, que nada tinha de seu, muito simples e que devagar ela ía arrumando, e trabalhava como garçonete num restaurante a beira da praia. Não tinha amigos e as poucas pessoas com quem se relacionava eram os colegas de trabalho, dos quais sempre mantinha alguma distância e ninguém sabia nada sobre ela. Sempre que perguntavam porque havia vindo para a cidade, respondia: “para recomeçar”. 
Numa das tardes que sentara na varanda para tomar um café e ler livros que pegava na biblioteca, Katie foi surpreendida por Jo, que acabara de se mudar para a casinha junto da dela. A partir daí Katie passaria a ter uma amiga, alguém com quem conversar, mas sempre com muito cuidado para não falar do seu passado, passado que ainda a aterrorizava e que ela sabia que podia ressurgir a qualquer momento. 
Alex era dono de um mercado, viúvo e tinha dois filhos pequenos. Sempre que Katie ía lá ele ficava observando-a, desde pelas poucas coisas que comprava, até por sua beleza. Tentou de diversas formas puxar assunto com Katie, mas ela sempre respondia de forma vaga mostrando que não queria nenhuma aproximação. Foi por causa dos filhos de Alex que ele e Katie acabaram se aproximando. Ele já muito interessado e ela fazendo de tudo para manter distância. Porém Alex não desistia e devagarinho a foi conquistando. Ele sabia que ela guardava um segredo, mas respeitava isso e procurava não apressar nada. Por outro lado a relação de Katie com Jo ficava mais próxima e era essa nova amiga que conseguia ajudá-la a querer tentar uma nova vida, de acreditar que poderia ser feliz e a se livrar desse segredo. Vamos acompanhar Katie se abrir a nova amizade e a nova paixão que surgiam. E num determinado momento o autor nos mostra o segredo de Katie, intercalando presente e passado, até que os dois se encontram.
Apesar de já ter uma ideia do que era o segredo de Katie e imaginar o que aconteceria, encontrei uma história muito bem contada e que me prendeu à leitura. E o melhor de tudo é que Nicholas nos presenteia com uma bela surpresa no final, adoro ser surpreendida. Li o livro em duas noites/madrugadas, e isso não seria possível se não fosse um ótima história.


Título: Um Porto Seguro (Safe Haven)
Lançamento:19 de abril de 2013 
Diretor: Lasse Hallström
Elenco: Julianne Hough, Josh Duhamel, Cobie Smulders, David Lyons
Gênero: Romance , Drama


Eu não gosto de comparar livro e filme, são duas linguagens diferentes, e os dois podem ser bons, mas esse me incomodou demais da conta. Mesmo sabendo que o filme é "baseado" no livro, a roteirista deixou muito a desejar. O que poderia ser um ótimo filme, ela conseguiu fazer algo muito superficial. 
Quem não leu, pode gostar, é uma história de amor bem legalzinha e cheia de clichês. Mas quem leu, dificilmente gostará. Eu me perguntei diversas vezes o porquê dela ter deixado de lado ou modificado momentos, coisas que só acrescentariam e que eram fácil de estar nele. Enfim, é dessas coisas que a gente nunca vai entender.


Resenhas inicialmente escritas e publicadas na Saleta de Leitura

Uma ótima semana!!

15 de ago de 2013

Amar e Desamar

Noto que cada vez mais é difícil as pessoas entenderem, ou pelo menos respeitarem o jeito de ser do outro. Isso se dá, principalmente, porque acreditam que o jeito delas serem é que é o correto, que é como deveria ser, como o outro deveria agir. Num mundo de bilhões de pessoas onde acredito que não existam duas iguais encontramos tantos julgamentos, tanta falta de respeito, tantos rótulos, tantos donos da verdade. Eu não sei se o meu jeito de ser é o correto, mas sei que é o meu jeito. Eu conheço meus sentimentos, minhas reações e minhas dores. Eu aprendi a melhor forma, para mim, de cuidar delas, e mesmo a maioria das pessoas não entendendo, muitas não respeitando, não vou mudar, pois sei o que é melhor para mim, sei do que preciso, e há muito passei do tempo de me preocupar com o que vão pensar. Quando algo mexe comigo numa proporção muito grande, preciso ir para minha caverna, ficar quietinha, lamber a ferida, e traçar o caminho dali prá frente. Sou uma pessoa que custa dar um basta em determinadas coisas, que custa deixar seu limite ser alcançado, mas que quando isso acontece, algo se quebra para sempre, e depois que quebra, não adianta colar.
Não sou perfeita, ninguém é. Sei dos meus defeitos, gostaria de mudar, mas alguns são bem difíceis. Sei que da mesma forma que sou magoada, também magoo. Muitas vezes tenho atitudes que me arrependo, e muitas vezes não é fácil consertar, mas eu sempre tentei. Também fui aprendendo a me calar para não magoar, concordar para não brigar, mas isso chega num ponto que não dá mais para seguir e aí você começa a cobrar, perde sua paciência. O resultado depende muito do outro, pois se você está nessa briga com alguém que se acha perfeito, se acha o dono da verdade, que faz a você coisas que detesta que façam com ele, chega o momento que fica difícil continuar. Chega o momento que nem o amor, por maior que seja, resiste e consegue manter as coisas firmes.
Amar e desamar... Amar alguém com todas as suas forças e aos poucos ir vendo a imagem da pessoa ser desconstruída, ir vendo que na verdade não a conhece, que não é seu porto seguro, que não pode contar com ela para desabafar os sentimentos mais íntimos, aqueles guardados na última gaveta do seu coração, que tanto doem, porque ela é incapaz de uma palavra, um gesto para amenizar sua dor. Amar e desamar... Sim, chega a hora pior, a de desamar, a de deixar de lado o que de bom que você via e passar a olhar o outro lado. A hora do herói virar bandido. A hora que você precisa fazer isso para não mais sofrer. Esse é um caminho muito difícil, espinhoso, doído, e que você tem que caminhar sozinha, tem que sentir toda a dor, para poder encontrar uma forma de seguir. Sempre achei que quando falamos do problema, nosso coração fica mais leve, pensamos melhor sobre ele, mas como em raras vezes aconteceu, não tenho vontade de falar, talvez porque eu ache que nesse momento é melhor não aliviar o coração, para que a intensidade me ajude a pensar melhor; talvez porque já sei o que as pessoas diriam e de nada adiantaria, pois mesmo com toda boa intenção, com carinho, não conhecem a intensidade do que sinto e muito menos tudo que envolve a história para chegar onde chegou.
Sei que as pessoas que gostam de mim e que sabem que estou num momento difícil, mas não sabem o que está acontecendo, se preocupam, e peço desculpas por isso, mas nesse momento preciso ser um pouco egoísta. Me afastar das redes sociais foi uma decisão para o meu bem. Não sou muito disciplinada, então manter minhas contas, me faria entrar lá ao menos para dar uma olhada e eu preciso de foco. Tem sido bom esse afastamento para estar mais comigo mesmo, para aproveitar melhor minha companhia, para tentar entender melhor a nova realidade e saber como vivê-la.
Embora que com a minha saída das redes sociais, tenha aparecido quem me chamou de bipolar, quem insinuou que fiz aquilo por efeito do vinho que bebi no almoço, que foi para chamar a atenção, tenha dado motivo para tititi nos grupos e até anônimo ter aparecido no outro blog, pois o que não falta é gente com tempo sobrando e usando para esse tipo de coisa, eu prefiro olhar e agradecer aqueles que sei que, de verdade se preocupam, que de verdade gostam de mim, e se gostam de mim, me respeitam e torcem por mim. Mas como sempre fiz, eu voltarei. E isso terá um lado muito bom, ser mais seletiva nas pessoas com quem me relacionar, menos quantidade e mais qualidade.

OBS. antes que alguém pense, não me refiro a nenhuma relação homem mulher, viu? ;)

  "Aprendi com as primaveras a me deixar cortar para poder voltar sempre inteira." Cecília Meireles



foto minha - outono em Paris

Que venha a primavera!!!