27 de out de 2013

Opções, sempre temos!

Há muitos anos eu ouvi a Glória Menezes dizer que "Envelhecer é quando nosso corpo não acompanha mais nossa mente". Nunca me esqueci disso, e hoje aos 54 anos eu já sei o que ela quis dizer. Porém também penso nas coisas que ainda podemos fazer, mesmo com 50, 60, 70 anos, e que não fazemos por medo do ridículo.
Eu moro sozinha, então posso fazer algumas "doideras" que não há ninguém para ver e me recriminar, ou se assustar. Agora mesmo fui levar meu prato sujo para colocar na pia da cozinha e começou a tocar na rádio (só ouço a MPB FM), Lulu Santos cantando As Curvas da Estrada de Santos". Comecei a dançar, de olhos fechados, as vezes batendo na geladeira, de um lado, ou na pia de outro. Delícia!!!
Há breves momentos que não tem preço! E eu que já fazia algumas coisas, agora farei mais e sem me importar com quem vai ver, e com o que vão pensar, pois junto com o "chutar o balde" que escrevi no post anterior, veio a decisão mais importante da minha vida. Decisão essa que nunca poderei contar para ninguém, pois ao invés de verem o resultado positivo, iriam ficar falando do que eu sentia e pensava antes. Nossa, como é ruim isso, não poder dividir algo com ninguém! O importante é que após muito tempo estou pensando diferente e vou tentar manter isso, apesar de. Que Deus me ajude e abençoe!


26 de out de 2013

Hora de chutar o balde... novamente!

Há coisas que vem para nos lembrar de algo, para despertar algo adormecido. Foi assim que senti após assistir a reportagem sobre "Chutar o balde" no programa Mais você. Na reportagem chutar o balde representava dar uma guinada na vida profissional, e me lembrei das vezes que fiz isso. 
A primeira vez foi no meio do expediente eu me levantar da cadeira, ir até a mesa da secretária, escrever carta de demissão, entregar ao diretor e ir embora e não mais voltar. Uma semana depois estava empregada ganhando 50% a mais. Na segunda vez, morando em São Paulo, estava muito aborrecida com uma situação criada pelo patrão. Num final de tarde, veio a gota d'água, liguei para ele aqui no Rio e pedi demissão. Ele perguntou por quê? Eu disse simplesmente que havia decidido voltar para o Rio. E assim fiz! Após 4 anos morando em Sampa, fiz as malinhas e voltei pro Rio e prá casa da mami. Passei 1 ano costurando junto com ela até conseguir um novo trabalho. Na terceira, vocês que me acompanham aqui já sabem, de operadora de mercado de capitais, me tornei artesã. Não foi fácil, abri mão de muitas coisas, mas feliz como nunca.
Entre a segunda e a terceira vez, tive vontade de chutar o balde e ir embora muitas vezes, mas não podia. Nesse momento tinha pessoas dependendo de mim e sabia que não conseguiria um salário igual.Porém fiquei pensando que chutar o balde, não é somente referente a vida profissional, mudar de emprego ou carreira, é mudar tudo que dá vontade, começar de novo de outro jeito. 
A questão é que isso ficou martelando na minha cabeça e no meu coração e me fez tomar uma decisão. Precisava decidir algo e não conseguia. Cada hora resolvia uma coisa, mas o resolvido não me sossegava. E como num passe de mágica agora sei o que quero. Se vai dar tudo certo eu não sei, mas por quê não arriscar? Minhas loucuras sempre são calculadas. Além do mais hoje ninguém depende de mim e qualquer problema futuro, será comigo mesmo. Não, não quero levar uma vida sossegada apenas esperando o fim chegar. Praticamente minha vida inteira foi pensando no bem estar dos outros, de quem eu cuidava, e não estou reclamando, foi uma escolha minha.
Encontro muitas mensagens no Facebook que me fazem lembrar alguma coisa, que me fazem pensar. Ontem foi essa ... ah Drummond...


Me fez pensar em sonhos, em planos, em desejos. Não realizei as coisas que mais quis, por motivos diversos, e não dá mais para realizá-las. Porém eu posso sair da minha zona de conforto e fazer algumas coisas que gostaria, eu que já cuidei de tanta gente, já realizei sonhos e desejos, acho que chegou a hora de pensar nos meus. 
Bem,  só contei para uma pessoa, precisava verbalizar, mas por enquanto não pretendo contar para ninguém, principalmente os mais próximos, pois acho que não vão ententer, e já sei tudo que vou ouvir. Mas é a minha vida, tenho que cuidar dela, de mim,  e eu decidi que vou chutar o balde de novo e vou ser ainda mais feliz.
Agora é esperar que o ano termine e que venha 2014!!!


1 de out de 2013

Carta de uma mãe para uma filha




Minha querida, o dia que você perceber que eu estou ficando velha, peço por favor, seja paciente e mas acima de tudo, tente entender o que estou passando.
Se quando conversamos eu repito a mesma coisa mil vezes, não interrompa para dizer: “você já disse a mesma coisa um minuto atrás” … Basta ouvir, por favor, tente se lembrar dos momentos em que você era pequena e eu lia para você a mesma historia noite após noite, para você cair no sono.
Quando você perceber como eu sou ignorante a respeito de uma nova tecnologia, dê-me o tempo para aprender e não olhe para mim desse jeito … lembre-se, querida, eu pacientemente ensinei-te a como para fazer muitas coisas, como comer adequadamente, como vestir, pentear seu cabelo, como se sentar e lidar com questões da vida todos os dias … quando você notar que eu estou ficando velha, peço que por favor, seja paciente, mas acima de tudo, tente entender o que eu estou passando.
Se eu ocasionalmente me esquecer do estávamos falando, me dê tempo para me lembrar, e se eu não puder, não fique nervosa, impaciente ou seja arrogante. Só sei que em meu coração a coisa mais importante para mim é estar com você. E agora quando velha, as pernas cansadas não me deixam agir tão rapidamente quanto antes, me dê sua mão da mesma maneira que eu ofereci a minha para você quando aprendia a andar.
Quando esses dias vierem não se sinta triste por estar comigo, e entenda que quando eu chegar ao fim da minha vida com amor eu irei valorizar e agradecer o tempo e a alegria que compartilhamos juntas.

Com um grande sorriso e grande amor que sempre tive por você, eu quero dizer, eu te amo … minha filha querida.”